Inadimplência chega a 9,7% do total de consultas ao SPC

A inadimplência no comércio no País, nos primeiros vinte dias de março, chegou a 9,7%, o maior porcentual do ano, de acordo com as consultas feitas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) nesse período. Esse total, anunciado ontem pelo presidente do SPC Brasil, Edson Monteiro, é considerado alto, mas compatível com o esperado para o início de ano. "É uma taxa de inadimplência alta, mas que ocorre tradicionalmente nos primeiros meses do ano", disse Monteiro. "O consumidor inicia o ano mais endividado por causa dos gastos nas férias e o acúmulo de impostos e compromissos que tem neste período, como IPTU, IPVA, matrícula escolar e outros gastos." Do dia 1º a 20 de março, houve 5,540 milhões de consultas ao SPC. O número de inclusões no cadastro de inadimplentes foi 542,3 mil - 9,7% das consultas - e o de exclusões somou 279,5 mil. Nos primeiros vinte dias de fevereiro, a taxa de inadimplência havia sido de 8,5%, ou seja, 565,9 mil inclusões de um total de 6,608 milhões de consultas. No final do mês, o nível de inadimplência era de 8,4%. Em janeiro, das 9, 144 milhões de consultas, as inclusões somaram 802,4 mil, ou seja, 8,7% do total. Segundo Monteiro, a partir de agora, o SPC Brasil vai divulgar esses dados a cada dez dias. Dessa forma, ampliando o acesso do público e dos lojistas a tais informações, o comércio varejista terá melhores parâmetros para fixar juros nas operações de crédito. "A informação é um dado importante na avaliação de risco que, por sua vez, conta muito na fixação dos juros", afirmou Monteiro. Cadastro O banco de dados do SPC é composto por 140 milhões de cadastros de pessoas físicas (CPFs) e 16 milhões de cadastros de pessoas jurídicas. Monteiro esclareceu que o grande número de registros é explicado pelo fato de lá constarem tanto os CPFs válidos quanto os não válidos que, eventualmente, tenham sido usados de má-fé. Em média, segundo ele, 13 milhões de consultas trafegam pelo sistema todos os meses. O sistema é acessado diretamente por mais de 1,2 milhão de operadores, representantes de aproximadamente 500 mil empresas em todo o Brasil. As consultas e os acessos ficam disponíveis 24 horas por dia em todos os dias do ano.

Agencia Estado,

23 Março 2004 | 17h36

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