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Inadimplência continua em alta

Para o presidente da Febraban, Fabio Barbosa, os índices ?não assustaram? e só devem cair em dois meses

Isabel Sobral e Célia Froufe, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

28 de agosto de 2009 | 00h00

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fabio Barbosa, previu ontem que a inadimplência no País deverá continuar em trajetória de alta por, pelo menos, mais dois meses. "Os números divulgados (pelo Banco Central) não assustaram. Vieram dentro do previsto", comentou. O executivo se referia aos dados, divulgados na quarta-feira pelo BC, mostrando que, em julho, a parcela dos empréstimos com atrasos superiores a 90 dias subiu pelo oitavo mês seguido e atingiu 5,9% das operações, o pior nível da série estatística, iniciada em 2000. Embora espere uma inadimplência em alta no curto prazo, o presidente da Febraban acrescentou que, no longo prazo, a tendência é de estabilização da taxa de atrasos. "No último trimestre do ano, devemos ver a redução destes números", disse, esclarecendo que sua análise tem como base a perspectiva de que, na ocasião, haverá reflexo da retomada da atividade econômica sobre o setor financeiro, após o grande impacto da crise mundial. Segundo Barbosa, os índices de inadimplência devem voltar ao nível pré-crise apenas no ano que vem. "O importante é que, daqui a um mês ou dois, a inadimplência pare de crescer", avaliou.O diagnóstico mensal do Banco Central ainda revelou que, em julho, o volume de empréstimos cresceu 2,6% ante junho. Mais uma vez, bancos públicos lideraram esse movimento de alta, com destaque para os R$ 25 bilhões emprestados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à Petrobrás. De acordo com os dados, a alta da inadimplência foi provocada pelas empresas, sobretudo as de menor porte, e ocorre apesar da recuperação do crédito. Nesse tipo de operação, 3,8% dos créditos - o correspondente a R$ 1,44 bilhão - têm pagamentos atrasados, no maior nível desde maio de 2001. Em junho, essa parcela era de 3,4%. Nos financiamentos para pessoas físicas, o índice continuou estável em 8,6% pelo terceiro mês seguido. Barbosa participou ontem da 31ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Itamaraty, em Brasília.

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