Inadimplência cresce 21%, diz estudo da CNC

As famílias brasileiras ficaram ligeiramente menos endividadas na passagem de outubro para novembro. No entanto, a inadimplência teve um pequeno aumento no período, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

DANIELA AMORIM / RIO , O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2012 | 02h09

O número de famílias com dívidas passou de 59,2% em outubro para 59% em novembro, o mesmo nível de novembro de 2011. É a primeira vez no ano que o nível de endividamento repete o resultado do mesmo mês do ano anterior. O resultado indica que os consumidores, que vinham mais cautelosos ao longo de 2012, estão recuperando a confiança para voltar a gastar.

"Existe um processo de retomada do endividamento por causa dos incentivos para a compra de bens duráveis e à facilidade na aquisição de crédito em razão dos juros baixos", disse Marianne Hanson, economista da CNC.

A tendência é que a contração de dívidas aumente nos primeiros meses de 2013, quando os consumidores têm despesas com tributos como IPVA e IPTU, além de gastos com matrícula e material escolar.

Enquanto o endividamento ficou praticamente estável, o porcentual de famílias inadimplentes avançou de 20,5% em outubro para 21% em novembro.

Mas o número de famílias que se considera muito endividada caiu em novembro em relação ao mesmo mês de 2011 (de 16% para 12,1%), ao mesmo tempo em que aumentou a fatia das que se dizem pouco endividadas (de 20,8% para 27,4%).

"As famílias estão tão endividadas quanto no ano passado, mas mais otimistas em relação à dívida. Elas estão mais seguras em relação ao emprego e à renda, o que se reflete em uma tranquilidade maior sobre contrair e pagar dívidas", disse Marianne.

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