Inadimplência cresceu 3,5% no governo Lula

A situação financeira dos consumidores e das empresas brasileiras se deteriorou mais nos primeiros seis meses do governo Lula. Segundo levantamento feito pela Centralização dos Serviços dos Bancos (Serasa), de janeiro a junho, período que coincide com a gestão do governo petista, a inadimplência das pessoas física e jurídica cresceu 3,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, que já mostrava aumento de 26,6% sobre igual período de 2001. O levantamento da Serasa considerou os registros de cheques devolvidos pela segunda vez por falta de fundos, títulos protestados, dívidas do sistema financeiro, cartões de crédito e financeiras, abrangendo todas as modalidades de insolvência. No tocante aos cheques sem fundos, no que se refere à representatividade deste instrumento no volume de inadimplência das pessoas físicas e jurídicas, houve uma queda de 2 pontos porcentuais, de 38% nos primeiros seis meses de 2002 para 36% de janeiro a junho deste ano. Na comparação com o primeiro semestre de 2001, quando os cheques sem fundos respondiam por 44% do volume total dos registros de inadimplência, houve uma queda de 8 pontos porcentuais. Os registros de inadimplência dos cartões de crédito apontam que a participação deste instrumento no volume total de insolvência nos primeiros seis meses deste ano chegou a 31%. É a mesma participação apurada no mesmo período de 2002 e superior aos 25% de 2001. Com 27% de todo o volume de inadimplência no País, os registros das dívidas com o sistema financeiro são a terceira maior participação no volume total. Supera a participação de 24% verificada na primeira metade do ano passado e de 22% no mesmo período de 2001. No caso dos títulos protestados, com a menor representatividade, a participação nos primeiros seis meses do governo Lula fora de 7%, idêntica à do ano passado e menor que os 9% apurados em 2001.

Agencia Estado,

10 Julho 2003 | 19h43

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