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Inadimplência da pessoa jurídica está estabilizando, diz BC

Mesmo diante do 10º mês consecutivo de alta, analista da instituição prevê melhora do indicador

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

27 de outubro de 2009 | 15h14

O chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, disse que a inadimplência da pessoa jurídica dá sinais de estabilização e que o indicador deve começar a melhorar brevemente. Em setembro, o porcentual das empresas com atrasos superiores a 90 dias no pagamento de empréstimos subiu pelo 10º mês consecutivo.

 

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"Não posso assegurar que já chegamos à normalidade desse processo, mas a inadimplência tende a reverter o movimento de alta. Agora, é possível dizer que estamos observando um movimento de estabilização dos atrasos", diz.

 

O argumento de Maciel passa pela observação de que a inadimplência das empresas chegou a crescer 0,4 ponto porcentual em apenas um mês, como aconteceu em julho. Nos dois últimos meses, porém, a taxa de aumento da inadimplência é bem menor, de 0,1 ponto porcentual.

 

Outro sinal de volta à normalidade no crédito das empresas é o comportamento do capital de giro, diz o chefe-adjunto do Depec. A média diária de novos empréstimos nessa linha de crédito saltou 10,4% na comparação com agosto e somou R$ 1,142 bilhão. Segundo Maciel, o número revela aumento da demanda pela atividade econômica aquecida e a volta da oferta de crédito nos bancos.

 

Pessoa física

 

O juro cobrado das pessoas físicas atingiu em setembro o menor nível da série histórica, iniciada em julho de 1994. Porém, em outubro, voltou a subir. Em setembro, o juro médio cobrado das famílias caiu 0,5 ponto porcentual na comparação com agosto, para 43,6%.

 

A redução da taxa foi liderada pelo financiamento para a compra de veículos, cuja taxa caiu 1,3 ponto porcentual ante agosto para 24,9%, e pelo parcelamento no varejo, com queda de 3 pontos porcentuais para 51,4%.

 

O comportamento dessas linhas vai na contramão do que aconteceu com o cheque especial e cartão de crédito. Na primeira operação, o juro subiu 1,7 ponto na comparação com agosto, para 162,7% ao ano. No dinheiro de plástico, o rotativo teve aumento de 0,4 ponto, para 44,7%.

 

Apesar do menor patamar do juro desde o início da série histórica, houve reversão em outubro. Dados preliminares mostram que o juro médio do crédito para pessoa física subiu de 43,6% para 46% em outubro até o dia 13.

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