Inadimplência das empresas cai 12,7% em agosto ante julho

Queda da inadimplência do consumidor e fator calendário favorecem a retração, aponta Serasa Experian

estadao.com.br,

28 de setembro de 2009 | 10h59

O retorno gradual do crédito, e com melhores condições, alavancou uma queda de 12,7% na inadimplência das empresas no mês de agosto, aponta pesquisa da Serasa Experian, divulgada nesta segunda-feira, 28. A diminuição da inadimplência do consumidor também foi destacado como um dos fatores favoráveis à melhora nas empresas, como também o fator calendário (agosto teve dois dias úteis a menos que julho), constatam os analistas da Serasa.

 

Na comparação com agosto de 2008, o índice de inadimplência das empresas registrou crescimento de 19,8%, porém foi a menor alta anual desde maio. Na análise do acumulado do ano, a inadimplência aumentou 28,6% na comparação com o mesmo período no ano passado.

 

Para os técnicos da Serasa Experian, a crise teve impactos profundos nos negócios, o que não permite ainda uma recuperação no mesmo ritmo do consumo. A perspectiva dos especialistas para os próximos meses é que o índice continue em queda, porém deverá encerrar o ano com uma taxa de dois dígitos sobre a registrada no ano passado.

 

Representatividade

 

Segundo a pesquisa da Serasa Experian, de janeiro a agosto de 2009, o ranking de representatividade da inadimplência das pessoas jurídicas foi liderado pelos títulos protestados, com 41,6%. Em seguida estão os cheques sem fundos, que nos oito primeiros meses do ano representaram 38,9% da inadimplência das empresas. Fecham o ranking as dívidas com bancos, com 19,4% de participação no indicador até agosto de 2009.

 

Valor médio das dívidas

 

No acumulado do ano, o valor médio das dívidas com bancos foi de R$ 4.567,57, com 3,5% de elevação ante o mesmo período de 2008, aponta a pesquisa. Os títulos protestados tiveram nos oito primeiros meses do ano um valor médio de R$ 1.794,56, o que representou 19,6% de crescimento, na relação com o acumulado de janeiro a agosto de 2008. Por fim, os cheques sem fundos tiveram, de janeiro a agosto deste ano, um valor médio de R$ 1.528,69, resultando em alta de 19,1%, quando comparado com igual período do ano anterior.

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