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E-Investidor: O passo a passo para montar uma reserva de emergência

Inadimplência das teles tende a cair

A relação entre os créditos em atraso e a receita das operadoras de telecomunicação no primeiro trimestre deste ano mostra que a tendência é de queda. Entre as operadoras de telefonia fixa local, reduzir a taxa de inadimplência é prioridade, agora que os investimentos em antecipação de metas estão concluídos e, portanto, há maior oferta de serviços.Já as celulares apelam para o pré-pago como forma de garantir a receita. Essa modalidade responde por entre 50% e 60% da base de assinantes e, entre os novos clientes, é preferência absoluta. Apesar da inadimplência ser baixa nas empresas de telefonia celular, os usuários de pré-pago usam pouco o aparelho, oferecendo menor potencial de geração de receita que pós-pago.A operadora com maior índice de inadimplência é a Embratel, que reconhece ter tido problemas com seu sistema de cobranças. A empresa espera algo entre 8% e 9% da receita líquida destinada a provisão para devedores duvidosos (PDD) no primeiro semestre de 2002. De janeiro a março, a taxa foi de 9,7%, equivalente a R$ 174 milhões. Essa diferença, segundo o departamento financeiro da companhia, reside numa fase de adaptação do consumidor aos ajustes de cobrança, entre eles lançamento de conta conjunta com outras operadoras. No primeiro trimestre, 2,5 milhões de linhas foram bloqueadas.Operadoras locaisNo serviço fixo local, a operadora com menor taxa de inadimplência é a Brasil Telecom, com 2,9% da receita bruta referente a perdas em contas a receber, no valor de R$ 65,1 milhões. Isso representa uma queda de 3,2% sobre o ano anterior. O motivo, segundo a companhia, foi uma política mais rígida de cobrança, recuperação de valores e oferta de planos alternativos para os clientes inadimplentes. No primeiro trimestre de 2002, a Brasil Telecom cancelou 181,8 mil linhas por inadimplência, número 22,8% abaixo do último trimestre de 2001. Em seguida, vem a Telefônica, de São Paulo, com 3,6% de inadimplência sobre as receitas do primeiro trimestre de 2002, próximo da média de 2001, 3,5%. Até março, o número de linhas em serviço em São Paulo era de 12,5 milhões, 12,3% maior que no ano anterior. Já o índice da Telemar nos primeiros três meses deste ano foi de 5,6%, o que representa uma leve queda em relação ao acumulado de 2001, de 5,9% da receita bruta. A meta é baixar a inadimplência para 5% da receita bruta até o final do ano. A planta instalada de telefonia fixa ao final de março era de 17,7 milhões terminais. Mas a quantidade de linhas ativadas equiparou-se à de desligadas por falta de pagamento, respectivamente 539 mil e 552 mil no período.Operadoras celularesReavaliar os assinantes é prioridade da Telesp Celular Participações (TCP). O presidente da empresa, Carlos Vasconcellos, disse que a estratégia para 2002 é fazer uma "limpeza" na base de usuários e focar em qualidade de serviços, não em quantidade. O efeito imediato foi a queda da inadimplência no primeiro trimestre, que ficou em 2,9%, contra 6,5% um ano antes. A meta vale também para a base de assinantes da Global Telecom, operadora da Banda B em Santa Catarina e Paraná, em que a TCP detém indiretamente 83% do capital social.Outro destaque entre as empresas de telefonia celular é a TIM, que no trimestre teve aumento de adesão ao pré-pago, o que não a impediu de frear a inadimplência. No Nordeste, a operadora da Banda A nos Estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, chegou a 57,5% de pré-pago entre 1,8 milhão de assinantes. Essa é a modalidade procurada por mais de 80% dos novos clientes. O resultado no trimestre foi a adição líquida de 61,8 mil clientes e o desligamento de 10,8 mil linhas. Assim, houve uma redução no índice de inadimplência, ainda que pequena, de 4,8% da receita operacional bruta no primeiro trimestre de 2001, para 4,1% em 31 de março de 2002.Entretanto, a TIM Sul teve um grande aumento da inadimplência, com despesas de R$ 9,9 milhões no primeiro trimestre de 2002, sendo que um ano antes esse número era de R$ 5,3 milhões, e nos últimos três meses de 2001, R$ 2,8 milhões. Isso apesar de, no período, a operadora ter feito uma campanha publicitária de estímulo ao uso do celular e passado a oferecer melhor controle da conta para o cliente, que recebe recados de texto (SMS, Short Message Service) informando o consumo. Nos Estados do Paraná e Santa Catarina, a TIM Sul possui 64% de usuários de pré-pago, num total de 1,6 milhão de clientes.Leia mais sobre o setor de Tecnologia da Informação no AE Setorial, o serviço da Agência Estado voltado para o segmento empresarial.

Agencia Estado,

24 de maio de 2002 | 13h47

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