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Inadimplência de empresas cresce, sem ser explosiva

O porcentual é expressivo, mas também é o menor desde o primeiro trimestre do ano passado.

O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2016 | 03h01

Com o agravamento da recessão no terceiro trimestre, revelado por indicadores da indústria, do comércio e dos serviços e pelo Índice de Atividade do Banco Central, chega a surpreender o crescimento de apenas 1,5% da inadimplência das empresas entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano e também de 1,5% entre os períodos de julho a setembro de 2015 e de 2016, apurado pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), da Associação Comercial de São Paulo.

Isso indica que as companhias têm feito enormes ajuste para se manter ativas. A queda do faturamento convive, em muitos casos, com índices elevados de ociosidade, obrigando as companhias a rolar os débitos bancários ou negociar compromissos com os fornecedores, evitando a inadimplência aberta.

Numa comparação entre os primeiros nove meses de 2015 e de 2016, houve alta da inadimplência formal de 5,1%, segundo a Boa Vista SCPC. Nos últimos 12 meses até setembro, comparados aos 12 meses anteriores, a inadimplência subiu 6,3%. É porcentual expressivo, mas também o menor desde o primeiro trimestre do ano passado. Na mesma base de comparação, a variação da inadimplência em quatro trimestres chegou a ser de +9,6% no primeiro trimestre deste ano e de +10,6% no terceiro trimestre de 2012, antes de iniciar um longo período de queda até o primeiro trimestre de 2014.

As empresas concentram esforços na liquidação de dívida bancária, cujo custo no mercado livre vem crescendo sem interrupção nos últimos 24 meses, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Administração. Em muitos casos, sócios aportam capital à empresa para eliminar a dívida. Além disso, com o aumento do risco de calote, grandes bancos passaram a permitir a renegociação de dívidas por meio de aplicativos (apps) no celular e até mesmo por redes sociais, segundo o boletim Empresas e Setores do Broadcast, da Agência Estado.

Os especialistas da Boa Vista SCPC entendem que, “com a retomada da confiança, houve uma melhora das perspectivas para atividade econômica, inflação, juros e consumo, fatores importantes para uma melhora gradual das empresas”. Traduzem, assim, a expectativa de que, após o mergulho do terceiro trimestre, a economia volte a dar sinais positivos. 

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