Inadimplência de empresas subiu 16,5%

A inadimplência das empresas recuou 5,7% em junho ante maio deste ano, mas no acumulado do primeiro semestre teva a maior alta para o período desde 2009. Comparando os primeiros seis meses de 2012 com o mesmo período de 2011, o indicador de inadimplência de pessoas jurídicas aumentou 16,5%. No acumulado do semestre em 2009, a alta havia sido de 35,8%. Na comparação de junho de 2012 com junho de 2011, a alta foi de 11,4%. As informações foram divulgadas ontem pela Serasa Experian.

BEATRIZ BULLA, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2012 | 03h03

A empresa atribui a queda mensal ao recuo da inadimplência do consumidor. Segundo a Serasa, grande parte dos negócios de médio e pequeno portes trabalha com varejo e setor de serviços e depende do comportamento dos consumidores. Assim, uma melhora no índice de inadimplência do consumidor pode ter consequência rápida no indicador das empresas. Além disso, a Serasa Experian ressalta que a base de comparação de maio era bastante elevada (com alta de 9,4%) e junho teve menor quantidade de dias úteis.

Entre as razões apontadas para o resultado do semestre, estão a baixa atividade econômica, as taxas de inadimplência do consumidor e de empresas clientes, a dificuldade para exportar e a maior seletividade na concessão de linhas de crédito. Os economistas da empresa avaliam que o cenário deve melhorar gradualmente, com expectativa de recuperação da atividade nacional a partir do último trimestre.

No primeiro semestre, a inadimplência nas dívidas bancárias cresceu 23,9% ante o mesmo período do ano passado. Na sequência, os protestos aumentaram 19%, seguidos por dívidas não bancárias (18,9%) e cheques devolvidos sem fundos (3,7%). As dívidas não bancárias contribuíram, sozinhas, com 6,1 pontos porcentuais para o aumento do indicador geral das empresas.

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