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Inadimplência de pessoas físicas cresce 7%

A inadimplência (atraso de pagamentos) de pessoas físicas cresceu 7% nos primeiros quatro meses de 2003 em comparação a igual período do ano passado, de acordo com o Indicador Serasa de Inadimplência, que envolve as modalidades de registro de cheques devolvidos, títulos protestados, sistema financeiro, cartões de crédito e financeiras. Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa, em entrevista à Agência Estado, afirma que independente da decisão de hoje do Comitê de Política Monetária sobre a taxa de juros básica da economia é preciso que as instituições "fiquem atentas ao rigor na concessão de crédito, dada à conjuntura econômica desfavorável com queda na renda e no emprego".Almeida observa que os dados do Banco Central mostram que houve um crescimento de 2,4% no volume de concessão de crédito a pessoas físicas no primeiro trimestre e evolução nula para crédito a empresas. O assessor econômico da Serasa afirma que a economia ficou estagnada no período com queda no emprego e na renda disponível e o crescimento no crédito para pessoas físicas indica que "as pessoas estão pedindo emprestado com taxas de juros elevadas para pagar dívidas antigas, entre elas a do cheque especial". Ele acrescenta também que a inadimplência tende a atingir mais as pequenas e médias empresas menos capitalizadas e que são mais impactadas pela queda no consumo e no emprego. O indicador Serasa demonstra que levando-se em consideração empresas grandes, médias e pequenas houve ligeira melhora na inadimplência (queda de 0,4%) de pessoas jurídicas nos quatro primeiros meses de 2003 em relação ao mesmo período do ano passado. O indicador global envolvendo pessoas físicas e jurídicas demonstrou crescimento de 3,2% na inadimplência no primeiro quadrimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

Agencia Estado,

21 de maio de 2003 | 12h38

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