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Inadimplência deve comprometer lucros dos bancos também no 2º trimestre

No 1º trimestre, Itaú, Bradesco e Santander lucraram juntos R$ 7 bi, uma queda de 3% perante igual período de 2011

Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado,

26 de abril de 2012 | 17h57

SÃO PAULO - Em meio a resultados fracos e às declarações dos executivos dos três maiores bancos privados de que a taxa de calotes vai continuar subindo nos próximos meses, os analistas já preveem um segundo trimestre também ruim para os bancos. No primeiro trimestre, Itaú, Bradesco e Santander lucraram juntos R$ 7 bilhões, queda de 3% ante igual período do ano passado.

No Santander, o lucro caiu 15% no primeiro trimestre ante igual período do ano passado. No Itaú, a redução foi de 3%. O Bradesco foi o único banco que não teve queda de lucro, graças principalmente ao desempenho de sua seguradora, que respondeu por mais de um terço dos ganhos. Mesmo assim, o crescimento de 3,4% foi modesto perto de trimestres anteriores.

Os analistas do setor financeiro do Credit Suisse, Marcelo Telles, Daniel Sasson e Victor Schabbel já reduziram hoje as projeções de lucro para Itaú e Unibanco este ano. Em relatório a clientes, eles destacam que a visão negativa que o Credit já tinha dos bancos brasileiros, por conta da queda das margens e da piora da qualidade dos ativos de crédito, está se materializando.

Ante a piora dos calotes, o Santander foi, entre os grandes bancos privados, o que fez o maior aumento das provisões para devedores duvidosos no primeiro trimestre, com expansão de 24%. O Bradesco teve alta de 16% e no Itaú, de 10%.

Tanto no Itaú como no Bradesco, a taxa de inadimplência subiu 20 pontos base, puxada por pessoas físicas e empresas. No Santander, o índice ficou estável em 4,5%. A razão é que o banco espanhol vendeu uma carteira de R$ 700 milhões de créditos em atrasos, que estavam prestes a ser baixados para prejuízo. Sem essa venda, o indicador teria subido para 4,8%.

No crédito, o Santander teve mais uma vez crescimento da carteira acima de seus competidores. Enquanto Itaú e Bradesco cresceram na casa dos 0,5% no primeiro trimestre ante o quarto período de 2011, considerando a carteira sem avais e fianças, o Santander se expandiu 1,2%. Nos últimos 12 meses encerrados em março, o banco espanhol está crescendo 17%, acima dos 12% e 14% de Bradesco e Itaú, respectivamente.

O presidente do banco, Marcial Portela, destacou que o crescimento tem sido em linhas como pequenas empresas e financiamento ao consumo, num momento em que os principais rivais do Santander estão mais cautelosos. Portela diz que o Santander avalia redução de juros e ressaltou que o banco quer crescer com critério.

Enquanto o crédito andou de lado, os bancos tiveram forte aumento das receitas com serviços prestados a clientes e cobrança de tarifas bancárias. As três instituições tiveram crescimento de 15% nessas receitas, para R$ 11,7 bilhões. O crescimento foi puxado por produtos como cartões, contas correntes e administração de fundos de investimento. 

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