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Inadimplência deve estabilizar em prazo relativamente curto, diz BC

Anthero Meirelles, diretor de fiscalização do BC, argumenta que aumento da renda e do emprego e a reversão de medidas macroprudenciais respaldam melhora dos indicadores de inadimplência

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

21 de março de 2012 | 15h56

BRASÍLIA - O diretor de fiscalização do Banco Central, Anthero Meirelles, fez nesta quarta-feira, 21, um prognóstico otimista sobre a evolução da inadimplência nos empréstimos do sistema financeiro nos próximos meses. Segundo ele, o nível de calote nos financiamentos deve passar por um processo de estabilização nos próximos meses. "Não temos nada fora do padrão, mas espero uma perspectiva de estabilização", disse.

Meirelles argumentou que há uma série de aspectos que respaldam a melhora dos indicadores de inadimplência, como o aumento da renda e do emprego e a reversão de algumas das medidas macroprudenciais adotadas anteriormente. "É possível, inclusive, que até no fim do ano possamos ter um movimento de recuo da inadimplência".

Ele também defende o uso de medidas macroprudenciais. "Os dados são eloquentes e mostram que são instrumentos poderosos e que funcionam. Acho que eles têm de estar na caixa de ferramentas de um BC que tem como missão a estabilidade da moeda e do sistema financeiro", disse em entrevista para divulgar o Relatório de Estabilidade Financeira.

"São, de fato, ferramentas poderosas e isso foi mostrado nessa experiência recente no Brasil", afirmou ao responder questão sobre a eficiência do uso desses instrumentos na crise financeira de 2008 e 2009. "Isso significa que são instrumentos de trabalho necessários para quem precisa zelar pela estabilidade financeira", defendeu.

Aumento da inadimplência

Meirelles, atribuiu o aumento da inadimplência observado no decorrer do ano de 2011 especialmente aos empréstimos realizados entre os anos de 2009 e 2010. Nesse período, bancos públicos incentivaram fortemente os empréstimos para acelerar a economia, estratégia repetida atualmente.

"Em 2011, a inadimplência veio de operações da safra de 2009 e 2010. Esse movimento tem certa defasagem", disse o diretor, ao comentar que o aumento dos calotes no ano passado era um movimento esperado e que aconteceu dentro do previsto. "Adotamos medidas e veio o ciclo de aperto monetário em 2011. É normal que a inadimplência sofra uma pressão porque as condições mudaram. Mas não houve nenhuma explosão", disse, ao comentar que tampouco foram registradas ocorrências de ações equivocadas por parte dos bancos que pudessem gerar o aumento dos calotes. "O crédito vivia uma expansão muito pronunciada no pós-crise e houve muita demanda. Mas, depois, houve reversão das condições", disse.

Bancos públicos

Meirelles foi questionado sobre a qualidade e o efeito da ação recente dos bancos públicos que voltaram a incentivar mais fortemente os empréstimos como maneira de incentivar o crescimento da economia. "Evidentemente, não estamos vendo nada que sinalize uma ação imprudente (dos bancos públicos), mas isso é parte do nosso trabalho."

O diretor do BC esclareceu que a instituição "não entra no mérito das instituições financeiras". "Evidentemente, toda posição estratégica das instituições precisa levar em conta os riscos. Mas bancos públicos e privados estão sujeitos às mesmas regras", disse.

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