Inadimplência deve seguir em alta por dois meses, diz Febraban

Presidente da entidade diz que alta recorde de calote não assusta e que nível deve se estabilizar em breve

Célia Froufe e Isabel Sobral, da Agência Estado,

27 de agosto de 2009 | 11h31

A inadimplência deverá continuar em trajetória de alta por, pelo menos, mais dois meses, na avaliação do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fabio Barbosa. "Os números divulgados ontem (pelo Banco Central) não assustaram. Vieram dentro do previsto", comentou, referindo-se à inadimplência média do crédito livre, que subiu pelo oitavo mês consecutivo em julho, para 5,9%, tornando-se o maior patamar da série histórica iniciada em 2000.

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Apesar desta avaliação, Barbosa prevê que, no longo prazo, a tendência é de estabilização. "No último trimestre do ano devemos ver a redução destes números", disse, esclarecendo que sua análise tem base na perspectiva de que, na ocasião, haverá reflexo da retomada da atividade sobre o setor financeiro, após o grande impacto da crise financeira internacional.

Os índices de inadimplência devem voltar ao nível pré-crise, segundo o presidente da Febraban, apenas no próximo ano. "O importante é que daqui a um mês ou dois, a inadimplência pare de crescer", avaliou.

Barbosa conversou com a Agência Estado durante a 31ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), realizado em Brasília.

 A reunião foi aberta pelo ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, por volta das 10 horas, com a apresentação dos novos conselheiros que tomam posse hoje. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é esperado no encontro.

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