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Inadimplência do consumidor cai 1,4% em junho, aponta Serasa

O indicador recuou 1,1% no primeiro semestre de 2014; inflação, juros elevados e enfraquecimento da economia e do mercado de trabalho deverão elevar inadimplência nos próximos meses

Gustavo Porto , Agência Estado

21 de julho de 2014 | 10h59

Ribeirão Preto - O indicador de inadimplência do consumidor da Serasa Experian recuou 1,1% no primeiro semestre de 2014, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em junho, após três altas mensais seguidas, a inadimplência caiu 1,4% sobre maio, mas registrou crescimento de 3% sobre junho de 2013, informou a instituição.

Apesar de o indicador ter acumulado queda no primeiro semestre de 2014, dificilmente essa tendência se manterá durante o restante do ano, de acordo com economistas da Serasa Experian. Inflação, juros elevados e enfraquecimento da economia e do mercado de trabalho deverão atuar no sentido de crescimento dos níveis de inadimplência do consumidor, de acordo com a Serasa Experian.

As dívidas não bancárias - com cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água, por exemplo - apresentaram recuo de 2,3% entre os semestres. A inadimplência com os bancos caiu 0,4% e os cheques sem fundos recuaram 10,1% entre os períodos. Já os títulos protestados tiveram alta de 16,7%, se comparados os primeiros semestres de 2014 com o de 2013.

Na comparação de junho contra maio, os cheques sem fundos também foram os principais responsáveis pelo recuo do indicador, com queda de 13,8%. As dívidas não bancárias e os títulos protestados caíram 0,6% e 19,7%, respectivamente. Já a inadimplência com os bancos apresentou leve alta de 0,4%.

O valor médio das dívidas com os bancos apresentou queda de 7,2% no primeiro semestre de 2014 sobre mesmo período do ano anterior, para R$ 1.266,22. Já a inadimplência não bancária subiu 1,4% em valor entre os períodos, para R$ 323,16, em média. O valor médio dos cheques sem fundo subiu 4,2%, para R$ 1.688,45, e o dos títulos protestados avançou 5,1%, a R$ 1.452,18, segundo a Serasa Experrian. 

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