Inadimplência do consumidor cai 9,5% em abril, aponta Serasa

Técnicos atribuem a redução ao efeito calendário, já que abril teve dois dias úteis a menos que março

AE, Agencia Estado

15 de maio de 2009 | 15h09

O número de consumidores com dívidas em atraso registrou, no mês passado, a maior queda desde junho de 2006, de 9,5% em abril ante março, segundo o Indicador Serasa Experian de Inadimplência de Pessoa Física, divulgado nesta sexta-feira, 15.

 

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Os técnicos da empresa de informações de crédito atribuem a redução ao efeito calendário, já que abril teve dois dias úteis a menos que março, e ao fim do período mais crítico para as finanças pessoais. Em todo primeiro trimestre, pesam no orçamento gastos com Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) e despesas escolares.

Já na comparação com abril de 2008, a inadimplência no mesmo período de 2009 cresceu 8,9%. Apesar da piora do indicador, os dados apontam uma melhora no cenário, com a desaceleração do crescimento da inadimplência. De março de 2008 para março de 2009, por exemplo, as dívidas em atraso haviam crescido 16,6%.

Quando se comparam os primeiros quatro meses de 2009 com o mesmo período de 2008, a elevação da inadimplência é de 10,8%. Para a Serasa, a alta do desemprego no País, consequência da crise econômica mundial, é o fator que vem pressionando a inadimplência.

No quadrimestre, a maioria das dívidas atrasadas foi contraída em bancos (43,5%) ou no cartão de crédito e financeiras (37,1%). Os cheques devolvidos representaram 17,5% dos casos de inadimplência e os títulos protestados, 1,9%.

O valor médio das dívidas em atraso com bancos nos quatro primeiros meses de 2009 foi de R$ 1.333,15, um valor 2,4% menor que nos mesmos meses de 2008. No cartão e com financeiras, o valor médio foi de R$ 374,91, valor 13,5% mais baixo do que no primeiro quadrimestre do ano passado. O valor médio dos cheques sem fundo ficou em R$ 844,69, uma alta de 32,6%, na mesma base de comparação. Já os títulos protestados ficaram na média em R$ 1.042,81 - aumento de 14% ante o ano passado.

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