Inadimplência do consumidor cresce na primeira quinzena

Os carnês em atraso registrados pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na primeira quinzena de março, somaram 220.011 ocorrências, segundo dados preliminares divulgados nesta quinta-feira. Este número representa um aumento de 27,6% no índice de inadimplência do consumidor se comparado com os 172.377 acusações de atrasos registradas pelo SCPC nos primeiros 15 dias de fevereiro. No confronto com os registros reunidos na primeira quinzena de março do ano passado, num total de 199.929, o que se verifica é um aumento de 10%.Em contrapartida, os registros cancelados, um total de 154.294 carnês, cresceram 22,5% relativamente aos 125.989 unidades que tiveram suas situações regularizadas na primeira metade do mês passado. Sobre a primeira quinzena de março do ano passado, quando o SCPC regularizou um total de 145.534 carnês que continham prestações em atrasos, verifica-se crescimento de 6%.Os cheques que sofreram protestos por falta de fundos na primeira quadrissemana de março perfizeram um montante de 915.040, mostrando uma queda de 1,8% na comparação com os 931.479 cheques devolvidos na primeira quinzena de fevereiro. O volume de cheques protestados por falta de fundos nos primeiros quinze dias de março do ano passado, um total de 875.244 registros, equivale a um crescimento de 4,5%. Os dados são do Usecheque da ACSP.EmpresasSe as finanças do consumidor não anda bem, do lado das empresas a conjuntura dos números revela um quadro satisfatório. As falências requeridas na primeira quinzena de março chegaram a 47 pedidos. Mostram um aumento de 27% sobre as 37 registradas no mesmo período de fevereiro, apresenta uma queda de 71,7% quando colocadas diante das 166 falências requeridas nos primeiros 15 dias de março do ano passado. Números ainda melhores vêm dos registros das falências decretadas, que nos primeiros quinze dias de março foram 10, revelando uma queda de 37,5% comparativamente às 16 registradas em fevereiro e uma redução de 80,8% diante das 52 falências decretadas na primeira quinzena de março do ano passado.Quanto às concordatas, os pedidos na primeira quinzena de março foram de apenas 2, número idêntico ao do mesmo período de fevereiro. Na primeira metade de março do ano passado não houve registro de nenhum pedido de concordata e em nenhuma das comparações houve registros de concordatas deferidas.

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