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Inadimplência do consumidor fica em 7,5%, menor patamar em 18 meses

Segundo o diretor do BC, quadro atual é de expansão moderada do crédito e de estabilidade do calote

Eduardo Cucolo e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

24 de maio de 2013 | 15h03

BRASÍLIA - O chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Túlio Maciel, avaliou nesta sexta-feira, 24, que o quadro atual é de expansão moderada do crédito e de estabilidade nos registros de inadimplência. Maciel informou que a inadimplência média do crédito livre de pessoa física, que ficou em 7,5% em abril, é a menor desde outubro de 2011, quando estava em 7,4%. Mas o menor patamar da história ainda é de março de 2011, de 6,3%. Ele destacou que o quadro nestes primeiros meses de 2013 é melhor do que o cenário crítico visto no ano passado.

Segundo Maciel, os juros no crédito livre para pessoa jurídica subiram em praticamente todas as modalidades. Ou seja, a alta nos juros PJ neste ano é um movimento generalizado e não está restrito a algumas linhas.

Segundo Maciel, o aumento no custo de captação dos bancos em 2013 se deu tanto no crédito à pessoa física como jurídica. No caso da pessoa física, no entanto, houve queda no spread, o que evitou um repasse maior ao consumidor. Para as empresas, no entanto, o spread subiu. "Isso fez com que o aumento no custo de captação não tivesse o mesmo impacto para pessoa física que o observado nos juros para empresas", afirmou.

Ele disse que o comportamento diferenciado nos spreads desses dois segmentos é explicado, principalmente, pela inadimplência do crédito livre, que recuou em 2013 para o consumidor, mas ficou estável para as empresas. "O quadro de inadimplência menor influenciou o spread e contribuiu para que a sensibilidade para os juros pessoa física fosse menor", disse.

Cautela. Os bancos, dia o executivo do BC, têm adotado uma posição mais cautelosa na concessão de crédito desde meados do ano passado, depois de um período de inadimplência mais alta, principalmente em 2011. "Essa moderação no crédito livre é evidência disso", avaliou.

Segundo ele, a perspectiva é de continuidade da expansão do crédito, em torno de 14% este ano. "O crédito é um dos elementos do crescimento econômico. Eu tenho mencionado que um crescimento 14% continua contribuindo para que haja expansão da atividade econômica", afirmou.

"É natural que, à medida que aumenta a base, a expansão do crédito venha moderando. Isso é salutar e garante a sustentabilidade do crédito", disse. A previsão do BC é que o crédito atinja 55% do PIB no final de 2013.

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