Inadimplência do consumidor sobe 10,3% em 2006

O Indicador de Inadimplência de Pessoa Física, medido pela Serasa, apresentou alta de 10,3% no acumulado de janeiro a dezembro de 2006, em comparação com o mesmo período de 2005. Segundo a instituição, que divulgou nesta quarta-feira o balanço de inadimplentes, o ano de 2006 foi "ligeiramente mais favorável que 2005", quando o índice fechou com elevação de 13,5%, em relação ao mesmo período de 2004."O aumento do emprego formal, da massa salarial, da renda e a correção real do salário mínimo aliados à queda dos juros e da inflação promoveram uma menor inadimplência no ano passado, mesmo com o crédito crescendo 23,4% até novembro, último dado oficial disponível. Esse conjunto de fatores também fica evidente no comparativo dezembro de 2006 sobre 2005, quando registrou-se uma queda de 3,6%", afirmaram os técnicos da Serasa.Em dezembro de 2006, a instituição havia registrado recuo de 3,6% ante o mês anterior, quando o indicador havia apresentado alta de 2,6%. Na comparação dezembro de 2006 contra dezembro de 2005, a inadimplência do consumidor mostrou baixa de 0,5%.BancosDe acordo com a Serasa, as dívidas com bancos continuam liderando a representatividade de participação no Indicador Serasa de Inadimplência de Pessoa Física, com 35,3%, um pouco acima do registrado em novembro, 34,6%. O valor médio das dívidas de pessoas físicas com bancos, em dezembro, ficou em R$ 1.167,40.Já as dívidas com cartões e financeiras - que em novembro formavam 32,7% dos registrados de inadimplência do Serasa - ficaram em segundo lugar, no mês de dezembro, com participação de 32,2%. As dívidas com cartões de crédito e financeiras registraram valor médio, em dezembro, de R$ 336,74.Em terceiro lugar, aparecem os cheques sem fundos, com uma representatividade de 29,7%, em dezembro de 2006, pouco abaixo dos 30% verificados em novembro. Segundo o Indicador Serasa de Inadimplência, o valor médio das anotações de cheques sem fundos das pessoas físicas foi de R$ 583,26.

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