Inadimplência do consumidor tem menor índice desde 2007

Oferta de crédito, juros mais baixos e prazos mais longos contribuem para o resultado, aponta Serasa

estadao.com.br,

16 de dezembro de 2009 | 09h27

A inadimplência do consumidor registrou queda de 3,9% em novembro na comparação com igual mês do ano anterior, o maior recuo desde maio de 2007 (-7,5%), ano em que o Brasil apresentava alto crescimento. Segundo relatório da Serasa Experian, que divulgou os dados nesta quarta-feira, 16, o índice representa o avanço da economia neste final de ano, acompanhado das melhores condições de crédito. Na comparação com outubro, o indicador também aponta queda (-1,8%).

 

O pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário e o crescimento do emprego com carteira assinada também colaboraram para o pagamento de dívidas, segundo a Serasa.

 

Já no acumulado do ano, a inadimplência apresenta crescimento de 6,8% na comparação com 2008. Nessa referência, contudo, a inadimplência de 2009 está abaixo da verificada em todo o ano de 2008 (8%). Segundo os técnicos da Serasa Experian, a expectativa é de que a inadimplência do consumidor feche o ano em um patamar ainda menor, e para 2010, a tendência também é de indicadores menores.

 

Dívidas com bancos lideram

 

De janeiro a novembro de 2009, as dívidas com bancos representaram 44,8% no indicador, liderando o ranking de inadimplência do consumidor. No mesmo período do ano anterior este porcentual era de 43,1%.Em seguida estão as dívidas com cartões de crédito e financeiras, representando 36% de janeiro a novembro deste ano. No acumulado de 2008, a participação da mesma modalidade era de 33,5%.

 

Em terceiro lugar, aparecem os cheques sem fundos, com 17,3%. No mesmo período de 2008, a participação no indicador era de 21,2%. Encerram o ranking os títulos protestados, com 1,9%. Em 2008, este porcentual era de 2,2%.

 

O valor médio das dívidas com os bancos também cresceram. De janeiro a novembro de 2009, em comparação com igual período do ano anterior, as dívidas com os bancos apresentaram alta de 0,4%, na média. Os cheques sem fundos e os títulos protestados registraram crescimento de 43,5% e 14,6%, respectivamente. Já as dívidas com cartões de crédito e financeiras tiveram queda de 6,9%.

Tudo o que sabemos sobre:
Serasaindimplênciaconsumidor

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.