Inadimplência do consumidor volta a crescer em maio

Números da Serasa apontam alta de 1,8% no endividamento das pessoas físicas, contra queda de 9,5% em abril

Agência Estado,

10 de junho de 2009 | 14h24

O número de consumidores com dívida em atraso voltou a crescer em maio, depois de forte queda registrada em abril, revelou nesta quarta-feira, 10, o Indicador de Inadimplência da empresa de informações econômicas Serasa Experian. A quantidade de brasileiros com pendências não quitadas registrou no mês passado alta de 1,8% em comparação a abril, resultado que se contrapõe à forte baixa de 9,5% apontada pelo mesmo indicador em abril ante março de 2009.

 

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Ainda que a inadimplência tenha aumentado entre os consumidores, os economistas da Serasa apontam o resultado em maio como favorável, uma vez que revela queda exponencial nos níveis de endividamento de pessoas físicas registrados em 2009. Em março, a alta chegou a 22,6% em relação a fevereiro do mesmo ano. A Serasa leva em conta para considerar uma dívida em atraso o prazo dado por cada empresa consultada ao seu consumidor.

 

Na análise dos primeiros cinco meses do ano, o resultado do indicador também não é positivo. O número de consumidores com dívida em atraso teve salto de 10,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nesse mesmo período, a pesquisa da Serasa também indica que a inadimplência de pessoas físicas foi liderada por dívidas não quitadas em bancos (43,7%), seguida por pendências em cartão de crédito e financeiras (36,9%). Outra categoria de dívida também comum entre os brasileiros foi por meio da compra com cheques sem fundos (17,5%).

 

O indicador Serasa também calculou o valor médio das dívidas em atraso dos consumidores brasileiros. De janeiro a maio deste ano, as pendências com cartões de crédito e financeiras foram em média de R$ 373,12, o que representou diminuição de 12,3% ante o mesmo acumulado de 2008. Quanto às dívidas com os bancos, nos cinco primeiros meses deste ano, o valor médio registrado foi de R$ 1.344,04, com queda de 2,8%, na comparação com os cinco primeiros meses de 2008.

 

Os cheques devolvidos registraram no mesmo período de análise um valor médio de R$ 855,83, o que resultou em 33,3% de crescimento ante o mesmo acumulado do ano anterior.

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