Inadimplência dos consumidores atinge maior nível desde 2003

Taxa medida pelo Banco Central ficou em 7,8% em novembro e requer atenção, segundo economista do BC

Fabio Graner e André Magnabosco, da Agência Estado,

23 de dezembro de 2008 | 13h04

A inadimplência dos consumidores chegou a 7,8% em novembro, o maior nível desde agosto de 2003, segundo dados do Banco Central divulgados nesta terça-feira, 23. A taxa entre as pessoas jurídicas foi de 1,7% no mesmo período, resultando em uma inadimplência total do crédito livre estável em 4,2% no mês. Veja também:Concessões de crédito caem, mas estoque cresce em novembroJuro ao consumidor vai a 58,7%, o maior desde março de 2006 Em entrevista para comentar os dados, o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, ressaltou a importância da inadimplência para pessoas físicas. "Este é um dado que tem que se observar porque vem aumentando", afirmou. Em 12 meses, a inadimplência teve recuo de 0,3 ponto porcentual. Cenário para 2009 O aumento da taxa de inadimplência prevista para 2009 não preocupa a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Segundo o economista-chefe da entidade, Rubens Sardenberg, a manutenção do crescimento da economia brasileira no próximo ano, mesmo que em proporção menor do que a registrada em anos anterior, fará com que o indicador apresente expansão menos abrupta do que poderia ocorrer em cenários de forte queda na atividade industrial. A Febraban prevê que a taxa de inadimplência em 2009 atingirá 4,88%, acima da marca de 4,2% registrada este ano.  "Haverá um salto, mas é importante destacar que essa variação levará o indicador para nível próximo do visto em 2007, de 4,71%", afirmou o executivo, durante apresentação realizada na sede da entidade, em São Paulo. Para Sardenberg, o cenário para 2009 pode ser considerado positivo. "O número (de inadimplência) está dentro da expectativa e acho que não compromete a saúde do sistema", destaca. Na visão da Febraban, o aumento da taxa de inadimplência deverá refletir os prazos menores das operações de créditos disponíveis no mercado. Outro fator determinante para esse indicador, segundo Sardenberg, é o cenário de emprego e renda no País.

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