Inadimplência dos consumidores cresce em outubro no País

Levantamento divulgado nesta quinta-feira pela Serasa apontou que a inadimplência dos consumidores do País em outubro cresceu 7,9% sobre o mesmo período do ano passado e aumentou 12,4% ante setembro de 2005. Entre janeiro e outubro deste ano, houve elevação de 13,2% na inadimplência de pessoa física, em relação aos primeiros dez meses de 2004. Na avaliação da empresa de análise de crédito, o movimento foi impulsionado pela alta do endividamento da população, motivado pela expressiva expansão do crédito ao consumidor, em especial do crédito consignado e do crédito para aquisição de bens. A equipe de análise da Serasa, ressalta, porém, que no período verificado, "o crescimento da inadimplência foi muito menor do que a expansão do crédito" - alta de 60% no consignado e de 21% para a aquisição de bens, nos primeiros nove meses do ano, conforme os últimos dados oficiais disponíveis. Representatividade O Indicador Serasa de Inadimplência analisa registros de cheques devolvidos por falta de fundos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições financeiras, empresas do varejo, cartões de crédito e financeiras. No mês passado, os cheques sem fundos mantiveram a maior participação (38,5%) entre as pessoas físicas, com valor médio de R$ 531,33 das anotações negativas desde o início de 2005. Em outubro de 2004, esta participação era de 33,8%. As dívidas com cartão de crédito e financeiras também repetiram o comportamento de setembro e permaneceram no segundo posto, com representatividade de 31,4% e valor médio de R$ 268,34. A terceira maior participação (28,3%) foi do indicador dos registros de dívidas com os bancos, que tiveram valor médio de R$ 1.033,02. Os títulos protestados, com 1,7% de representatividade e valor de R$ 749,04, tiveram a menor participação entre as modalidades pesquisadas pela Serasa. Na comparação com o período de janeiro a outubro de 2004, houve um aumento de 17,1% no valor médio das anotações de cheques sem fundos e uma alta de 19,6% no valor das anotações de protestos. O valor médio das dívidas com cartões de crédito e financeiras aumentou 10,6% e o valor das dívidas com os bancos apresentou alta de 10,2% no mesmo período.

Agencia Estado,

24 Novembro 2005 | 16h29

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