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Inadimplência é mais forte nas concessionárias

Entre maio de 2014 e maio de 2015, foi grande o aumento do número de pessoas que deixaram de pagar em dia as contas dos serviços públicos. No caso das contas de luz, o aumento foi de 13,94%; na comunicação, de 12,02%; e nas contas de água, de 10,43%. O aperto financeiro está deixando em segundo plano o temor de ter o nome inscrito nos cadastros de caloteiros.

O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2015 | 02h03

Consumidores ouvidos pela repórter Márcia de Chiara, do Estado, já adotam o costume de pagar as contas até 30 dias após o vencimento, para evitar a inclusão de seu nome no cadastro de inadimplentes ou o corte dos serviços.

Os atrasos têm várias causas, como reajuste substancial das contas, perda do emprego ou queda da renda dos consumidores. No caso dos assalariados, é a permanência ou não no emprego que determina seu nível de consumo. Já o consumo dos que prestam serviços depende da demanda. Mas a recessão comprime também o mercado de serviços, que até o ano passado acolhia desempregados, sobretudo da indústria.

O agravamento da inadimplência aparece nas pesquisas do SPC Brasil, da Serasa Experian e do SCPC Brasil. "São as dívidas novas que estão puxando para cima a inadimplência", diz a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Há, além disso, uma cadeia de inadimplência, que começa no consumidor e atinge as empresas. Vítimas da retração econômica, agora estas sofrem com os atrasos de pagamento dos clientes. Pesquisa sobre a inadimplência de empresas divulgada segunda-feira pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas mostrou que o número de companhias com atrasos cresceu 8,33% em maio, comparativamente a maio de 2014.

Os setores empresariais que mais sofreram com a inadimplência foram os serviços, em especial prestados por bancos e financeiras (+12,85%), seguindo-se a indústria, o comércio e a agricultura. Estão crescendo mais os casos de dívidas em atraso entre três e seis meses e de mais de três anos. Quando o atraso supera três meses, considera-se que o credor terá mais dificuldade para receber.

A recessão ainda não chegou ao nível crítico, mas, se for mais longa do que as anteriores, como preveem especialistas, o problema da inadimplência tende a se agravar. Pior poderá ser para as famílias que se beneficiaram com o aumento da renda nos últimos anos. Elas poderão ser as mais prejudicadas pela crise.

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