Inadimplência é o que mais pesa

Entre os fatores que compõem o spread estão a cunha fiscal, formada por impostos e compulsórios, o risco da inadimplência, as despesas administrativas e a margem de lucro dos bancos. Até 2007 (perfil mais recente do spread elaborado pelo Banco Central), os impostos representavam 18,62% do total. De lá para cá, houve aumento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) dos bancos e do Imposto sobre Operações Financeiras (IPF). Mas o item que mais pesa é a expectativa de inadimplência (37,35%).Com o impacto negativo da crise financeira global, principalmente sobre o emprego e a renda, pioraram muito as provisões para inadimplência. Além de elevar de forma significava o spread, esse movimento anulou o efeito da redução do depósito compulsório promovida pelo Banco Central. O "custo" mais criticado por empresários e governo, no entanto, é a margem de lucro dos bancos, que em 2007 respondia por 26,93% do spread total.

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