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Inadimplência em SP chega a 42,34%, aponta Fecomercio

O porcentual de inadimplentes na região metropolitana de São Paulo cresceu para 42,34% em março, ante 39,1% em fevereiro. Este grupo abrange pessoas que estão com contas em atraso, dentre aqueles que possuem algum tipo de dívida.Esta pesquisa foi divulgada hoje pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) e mostrou que houve uma deterioração dos números de inadimplência em quase todas as questões da pesquisa. Os principais motivos do agravamento do quadro, segundo a assessoria econômica da federação, continuam a ser a perda do poder aquisitivo do consumidor e o desemprego elevado. Apenas um em cada quatro endividados acredita que terá condições de pagar as contas atrasadas no próximo mês, segundo a apuração da Fecomercio, que contou com entrevistas de aproximadamente 1.000 consumidores da região metropolitana de São Paulo. Para 44,78% dos entrevistados, será possível quitar parte das dívidas, enquanto 25,77% admitem que não conseguirão honrar os seus compromissos.Renda mais comprometidaA pesquisa da Fecomercio chama atenção também para a parcela da renda das pessoas que está comprometida com algum tipo de dívida, como cartão de crédito, empréstimo pessoal e carnês de lojas. A maior parte dos consumidores (29,73%) disse que entre 10% e 30% do seu rendimento está reservado para a quitação de compromissos financeiros. Em seguida, 28,84% dos consumidores consideram que a parcela da renda comprometida varia entre 31% e 50%.Os economistas da Fecomercio sinalizam que, de fevereiro para março, houve um crescimento da parcela da renda dos consumidores comprometida com dívidas. "Isso faz com que a capacidade de compra das pessoas vá sendo esgotada, assim como a de obtenção de crédito", explicaram os economistas da instituição. Em março, por exemplo, 13,55% dos entrevistados disseram ter mais de 70% de sua renda comprometida com a quitação de dívidas, enquanto em fevereiro esse porcentual era de 7,2%.Situação não deve melhorarA situação relacionada ao endividamento da população não terá melhora nos próximos meses, segundo prevêem os economistas da Federação. Eles acreditam que o desemprego tende a crescer até o mês de junho porque se trata de uma sazonalidade constatada historicamente. "Enquanto não houver recuperação da renda e do emprego, a tendência é de deterioração da capacidade de pagamento do consumidor", avaliaram.

Agencia Estado,

07 de abril de 2004 | 14h08

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