Inadimplência em SP recua em agosto

A quantidade de pessoas inadimplentes na Região Metropolitana de São Paulo recuou para 44% em 30 dias até o final da semana passada ante 48% registrados no mesmo período do mês anterior. O dado foi divulgado hoje pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), instituição responsável pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) com a consulta de aproximadamente mil consumidores.De acordo com o estudo, 44% dos endividados possuíam contas em atraso no início do mês. "Embora ainda seja alto, esse é o menor porcentual de inadimplentes apresentado pela pesquisa desde março deste ano", consideraram os economistas da Fecomercio.Já em relação ao número de endividados, houve elevação no período, de 65% em julho para 67% em agosto. Segundo os assessores da Federação, este aumento deve-se em parte ao volume de crédito crescente. Os assessores econômicos acreditam que a tendência é de queda da inadimplência, mesmo que novos consumidores venham a fazer empréstimos para voltar às compras, sobretudo de bens duráveis. Comprometimento da rendaA Fecomercio detectou ainda que entre os consumidores endividados consultados pela instituição, houve um aumento da média de comprometimento da renda com débitos de 32% em julho para 36,6% em agosto. A Federação apurou também que, para o total de entrevistados, a parcela de renda que está comprometida com dívidas voluntárias (crediários, carnês e cartão de crédito, por exemplo) atinge 24,4% do orçamento total das famílias em agosto, ante o porcentual de 20,79% verificado em julho.Eles informaram também que houve crescimento do volume de crédito nos últimos meses, tanto para a pessoa física quanto para a jurídica. "Desta maneira, a demanda que vinha reprimida devido ao crédito escasso e à perda de poder aquisitivo do consumidor começa a ser recuperada com a melhora dos indicadores de emprego e renda", ressaltou o presidente da Fecomercio, Abram Szajman.Já em relação à quitação das dívidas em atraso, 43,4% dos entrevistados responderam que terão condições de pagar parte de suas dívidas, enquanto 39,1% disseram não poder efetuar o pagamento. Apenas 14,8% avaliaram que poderão quitar totalmente os seus débitos.

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