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Inadimplência ficará abaixo de 4% em 2010, prevê Bradesco

Banco avalia que redução do índice reflete melhora no mercado de trabalho e a recuperação da renda

Ana Paula Ribeiro, da Agência Estado,

04 de novembro de 2009 | 14h31

O diretor presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, afirmou nesta quarta-feira, 4, que a taxa de inadimplência deverá ficar abaixo de 4% no final de 2010. Ao final de setembro, os atrasos superiores a 90 dias representavam 5% do total de crédito do banco. "Estamos confiantes em relação à perspectiva futura. Já verificamos um menor ritmo de crescimento dos atrasos", disse em teleconferência com jornalistas.

 

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A expectativa do Bradesco é reduzir a inadimplência para patamares praticados no período pré-crise. Em setembro do ano passado, esse indicador era de 3,6%. No entanto, o executivo lembra que a redução da inadimplência ocorre em um ritmo menor do que a sua expansão. "De qualquer forma, teremos uma melhora significativa se comparada ao momento anterior", disse.

 

Na avaliação do executivo, a redução dos índices de inadimplência reflete a melhora no mercado de trabalho e a recuperação da renda das famílias.

 

Em uma ambiente de menor risco de crédito, o Bradesco espera que a carteira total de empréstimos cresça ao menos 20% em 2010. Trabuco lembrou que o banco está preparado para essa expansão. O índice de Basileia em setembro era de 17,7%, o que possibilita cerca de R$ 200 bilhões em concessões, caso o banco necessite. "Nós possuímos ampla capitalização. A Basileia é adequada para o crescimento futuro do crédito", afirmou.

 

Esse índice de Basileia, que em setembro do ano passado era de 15,6%, já leva em conta a emissão de US$ 750 milhões de dívida subordinada feita pelo banco no terceiro trimestre.

 

Entre as áreas de crédito que o Bradesco irá se concentrar, está o financiamento imobiliário, tanto às pessoas físicas quanto empresas. Hoje, o crédito imobiliário representa menos de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. O departamento econômico da instituição financeira calcula que esse segmento de crédito representará 11,7% do PIB em cinco anos.

 

Segundo Trabuco, o sistema financeiro brasileiro aprendeu com a experiência recente dos EUA e da Europa e, por essa razão, as concessão de crédito imobiliário serão feitas com maior prudência. "O foco será no proprietário e não no imóvel. E o financiamento será sempre de uma parcela do imóvel, e não o seu valor total", explicou.

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