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Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Inadimplência motivou suspensão do Minha Casa Melhor, diz Dilma

Governo estuda incluir programa que dá crédito para a compra de móveis e eletrodomésticos dentro do Minha Casa Minha Vida

Jose Roberto Castro, O Estado de S. Paulo

06 de março de 2015 | 11h58

Após a cerimônia de entrega de casas do Minha Casa Minha Vida em Araguari, Minas Gerais, nesta sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff disse que a inadimplência foi o motivo de o governo ter suspendido o Minha Casa Melhor, programa que oferecia financiamento de móveis aos beneficiados.

"O Minha Casa Melhor nós estamos revendo. Ao contrário do Minha Casa Minha Vida, que tem baixa inadimplência, ele começou com inadimplência. Estamos avaliando incluí-lo dentro do Minha Casa Minha Vida. É um processo de avaliação", explicou a presidente, que disse ainda que o programa de habitação é um dos mais importantes de seu governo.

A suspensão do programa, criado em 2013 para oferecer taxas de juros mais vantajosas para compra de móveis e eletrodomésticos, foi revelada pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, no dia 26 de fevereiro. A presidente não comentou, mas o programa foi interrompido diante do cenário de restrição fiscal. 

Para operar o programa, a Caixa recebeu do governo uma capitalização de R$ 8 bilhões em junho de 2013. Do valor total, R$ 3 bilhões foram direcionados para financiamentos do programa. O Broadcast apurou que esses R$ 3 bilhões foram desembolsados até o final do ano passado, 18 meses após o lançamento do programa. Os outros R$ 5 bilhões foram para outra operação. Ou seja, não há mais recursos para bancar o custo financeiro e os juros mais baixos.

Dilma comentou sobre o processo de aprendizado do governo com a evolução dos programas. "Em qualquer programa você aprende com o que você faz", disse a presidente, que logo citou o ministro Patrus Ananias para falar do início difícil do Bolsa Família: "Não é, Patrus?", perguntou ao titular do Desenvolvimento Agrário, que foi responsável pelos programas de distribuição de renda no governo Lula. "Por que o Bolsa Família deu certo? Porque fazemos avaliação do programa sistematicamente", completou.

Ainda sobre os programas sociais, a presidente afirmou que garantir oportunidades e acesso a quem mais precisa é o principal "propósito que move o governo a fazer correções e ajustes".


"Estamos entrando em uma nova fase de enfrentamento da crise onde várias medidas diferentes serão tomadas", disse a presidente depois de ressaltar que o Brasil gerou emprego e renda mesmo após a crise econômica mundial de 2008. "Desde o início da crise internacional, em 2008, tivemos um objetivo que foi garantir emprego e salário. E conseguimos", afirmou.

A presidente se esforçou para justificar as medidas de ajuste fiscal promovidas pela nova equipe econômica. À plateia, disse que o dinheiro economizado ajudaria a financiar programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida e o Pronatec. "Não queremos voltar atrás para um outro momento, mas melhorar ainda mais o que já conquistamos. Por isso estamos fazendo correções e ajustes", afirmou Dilma, que disse ainda que as correções não eram "um fim em si mesmas".

Dilma disse ainda que o governo faz um "imenso esforço" para que "o Brasil continue não só fazendo programas sociais", mas também ampliando investimentos e tendo uma economia próspera.

A presidente participou de cerimônia de entrega de casas do Minha Casa, Minha Vida em Araguari, no Triângulo Mineiro. A presença de Dilma em eventos de entrega de casas faz parte da agenda positiva articulada pelo Planalto para tentar retomar a popularidade da presidente.

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