Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Inadimplência no Itaú Unibanco tem 11ª queda seguida e é a menor desde a fusão

Banco diminuiu seu índice de inadimplência, considerando os atrasos acima de 90 dias, pelo 11º trimestre consecutivo, de 3,1% em dezembro para 3,0% ao final de março; indicador tem menor valor desde a fusão entre o Itaú e o Unibanco, ocorrida em 2008

Aline Bronzati, O Estado de S. Paulo

05 Maio 2015 | 10h36


O Itaú Unibanco diminuiu seu índice de inadimplência, considerando os atrasos acima de 90 dias, pelo 11º trimestre consecutivo, de 3,1% em dezembro para 3,0% ao final de março. Com isso, o indicador renovou o menor valor desde a fusão entre o Itaú e o Unibanco, ocorrida em 2008, conforme relatório que acompanha as demonstrações financeiras da instituição.

Em um ano, os calotes do Itaú caíram 0,5 ponto porcentual. Se desconsiderado o efeito da variação cambial, segundo a instituição, esse indicador teria permanecido estável em relação ao trimestre anterior. "Nossa estratégia de redução de risco na concessão de crédito, iniciada em 2011, impactou no índice de inadimplência, influenciado principalmente pela mudança do perfil de crédito de nossa carteira", justifica o banco, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

A melhora no indicador de 90 dias foi puxada por menores calotes da pessoa física. O índice de inadimplência deste público baixou de 4,7% em dezembro para 4,5% em março. Em um ano, a melhora chegou a 0,9 p.p. Já na pessoa jurídica, os calotes permaneceram estáveis em 1,8% no trimestre, com queda de 0,1 p.p. no comparativo anual.

A inadimplência de curto prazo do Itaú, que compreende atrasos entre 15 a 90 dias, porém, subiu 0,4 p.p. no primeiro trimestre ante os três meses anteriores, para 2,9%. Neste caso, pesaram tanto maiores calotes na pessoa física quanto na jurídica. Ambos os segmentos apresentam piora de 0,3 p.p., para 4,1% e 1,8%, respectivamente.

As despesas com provisões para devedores duvidosos do Itaú, as chamadas PDDs, foram a R$ 5,515 bilhões no primeiro trimestre, aumento de 19,5% ante o trimestre anterior, de R$ 4,614 bilhões. Em um ano, quando estavam em R$ 4,252 bilhões, esses gastos cresceram 29,7%.

O aumento dos gastos com calotes no primeiro trimestre, segundo o Itaú, ocorreu, principalmente, por conta da continuidade no reforço de provisionamento no segmento de grandes empresas. "Além disso, as receitas de recuperação de créditos baixados como prejuízo, que são sazonalmente menores no primeiro trimestre do ano, apresentaram redução de 20,3% em relação ao período anterior e atingiram R$ 1,060 bilhão no trimestre atual", acrescenta o Itaú.

O Itaú revisou para cima a expectativa para as despesas com PDDs neste ano. O banco espera que esses gastos fiquem entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões e não mais entre R$ 13 bilhões e R$ 15 bilhões.

Ao final de março, o saldo de PDDs do Itaú estava em R$ 28,354 bilhões, aumento de 5,2% ante dezembro, de R$ 26,948 bilhões. No comparativo anual, quando estava em R$ 25,042 bilhões, a elevação foi de 13,2%.

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