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Inadimplência perde fôlego

Número de calotes sobe em julho, mas em ritmo menor

Márcia De Chiara, O Estadao de S.Paulo

13 de agosto de 2009 | 00h00

A inadimplência do consumidor cresceu em julho, mas já está perdendo o fôlego. Dois indicadores de âmbito nacional, divulgados ontem, apontam que o calote está desacelerando. A queda nos juros, a maior oferta de crédito para renegociar dívidas pendentes e, especialmente, a confiança crescente do consumidor no emprego explicam esse movimento.O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor, por exemplo, aumentou 6,9% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, depois de ter encerrado o primeiro semestre com alta de 10,4% ante período idêntico de 2008. O indicador inclui dívidas com cartões de crédito, financeiras, bancos, títulos protestados e cheques sem fundos. Em relação a junho, o acréscimo foi de 2,8%.Também os registros recebidos de cheques não honrados e carnês com prestações em atraso pelo SPCBrasil, da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, aumentaram 15,25% em julho, ante junho deste ano. Mas ficaram 13,73% abaixo do calote de julho de 2008. De janeiro a julho deste ano, a queda na inadimplência aferida por esse indicador foi de 7,25%."A tendência da inadimplência é de continuar desacelerando nos próximos meses, mas o indicador deve fechar o ano com crescimento em relação a 2008", afirma o assessor econômico da Serasa Experian, Carlos Henrique de Almeida. Ele ressalta que a melhora nos índices de confiança do consumidor e o retorno do crédito com prazos mais longos são fatores que ajudam no recuo da inadimplência.Ontem foram divulgados dois indicadores de confiança do consumidor e ambos mostram um cenário positivo. O índice da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), feito em parceria com o Ipsos, atingiu 126 pontos em julho, com alta de três pontos ante junho. Segundo o economista da ACSP, Emílio Alfieri, é a terceira alta seguida, o que indica uma tendência. Já o índice de confiança da Fecomércio de São Paulo ficou estável em agosto, mas está 1,7% maior que em 2008.

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