Inadimplência pesou menos nos juros pagos pelo consumidor em 2011, diz BC

Foi a menor participação da inadimplência no cálculo do spread bancário desde 2008 

Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

14 de dezembro de 2012 | 15h46

BRASÍLIA - A participação da inadimplência no spread bancário das operações de crédito para clientes preferenciais caiu de 35,41% em 2010 para 22,50% em 2011, informou nesta sexta-feira o Banco Central, por meio do Relatório de Economia Bancária e Crédito com dados do ano passado. É a menor participação desde 2008 (12,54%).

A parcela referente a "compulsório + subsídio cruzado + encargos fiscais e FGC" passou de 11,24% para 11,81% na mesma comparação. Descontados esses fatores, resta o peso da margem bruta no spread (incluindo erros e omissões), que subiu de 53,35% em 2010 para 65,68% em 2011, maior desde 2008 (66,16%). A parcela dos impostos diretos passou de 21,34% para 26,27%. Descontados esses tributos, sobra a margem líquida, cujo peso no spread passou de 32,01% para 39,41% nessa comparação.

O BC informou que utilizou o spread bancário apenas para o segmento de clientes preferenciais, considerando a Taxa Preferencial Brasileira (TPB), para permitir "comparação mais adequada entre as taxas cobradas no Brasil e as cobradas em outros países, que correspondem a taxas de juros utilizadas em operações de elevado valor e concedidas a clientes com baixo risco de inadimplência."

Clientes preferenciais

O spread bancário nas operações de crédito para clientes preferenciais subiu de 3,70 pontos porcentuais para 5,51 pontos porcentuais na comparação entre 2010 e 2011. Esse é o maior valor desde 2008 (8,85 pontos porcentuais). Esse cálculo considera a Taxa Preferencial Brasileira (TPB), que passou de 15,53% ao ano em 2010 para 15,59% ao ano em 2011.

Em dezembro de 2011, a taxa cobrada dos clientes preferenciais apresentou spread de 4,7 pontos percentuais em relação à taxa Selic. São considerados clientes preferenciais pessoas jurídicas que possuem operações de crédito com três ou mais instituições financeiras e; pelo menos uma operação em curso normal com valor maior ou igual a R$ 5 milhões; pelo menos uma operação com classificação de risco "AA"; operações "AA" e "A" que correspondem a, no mínimo, 90% do seu endividamento; e inadimplência abaixo de 1% do seu endividamento com os bancos.

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