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Inadimplentes de SP cortam gastos para regularizar situação

Os consumidores inadimplentes paulistanos estão cortando gastos para regularizar a situação no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Em uma pesquisa realizada com 150 pessoas em novembro e divulgada nesta quarta-feira pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), 48% dos entrevistados afirmaram que estão adotando esse procedimento e utilizando parte do salário para quitar débitos.No restantes das respostas, 16% dos paulistanos recorreriam a parentes e amigos para saldar as dívidas, 12% usariam recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), 11% do 13º salário, 9% com outro empréstimo mais vantajoso e 1% citou outras respostas.Entre os motivos apontados como causadores da inadimplência, o desemprego, próprio ou de alguém da família, foi apontado por 59% dos entrevistados, seguido pelo "empréstimo do nome" para compra de produtos para terceiros (18%) e pelo fato do entrevistado ter sido avalista ou fiador (12%).De acordo com o presidente da ACSP, Guilherme Afif Domingos, a melhora da situação do emprego vem contribuindo para o forte movimento de consumidores que procuram pagar ou renegociar seus débitos. Uma prova disso é que, entre os entrevistados que indicaram o desemprego como causa da inadimplência, 65% afirmaram estar empregados novamente, porcentual superior ao observado em pesquisa anterior (43% em setembro de 2003).PrazoAinda de acordo com a pesquisa, mais da metade - 54% - dos consumidores paulistanos pretende fazer compras a prazo no fim do ano, enquanto 25% afirmaram que não deverão utilizar o crediário e 21% não souberam responder.Os eletrodomésticos lideram a preferência dos consumidores, com 32% das respostas. Entre outros produtos ou serviços citados como aquisição provável para o final do ano, destacaram-se as roupas e os calçados (23%), o telefone celular (14%), veículo de transporte (10%), móveis (9%), material de construção (8%) e viagem (4%).

Agencia Estado,

01 de dezembro de 2004 | 14h09

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