Inaugurações tentam dar impulso às vendas natalinas

Em geral, as grandes varejistas preferem realizar as inaugurações na segunda metade do ano, como uma espécie de chamariz para as vendas relacionadas ao Natal, melhor data para o varejo brasileiro. Nesse sentido, Enéas Pestana, presidente do Grupo Pão de Açúcar, que controla Ponto Frio e Casas Bahia, conta que a companhia decidiu antecipar seu calendário de inaugurações para evitar a abertura de lojas nos últimos meses do ano.

O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2012 | 03h09

"Antes, as inaugurações se concentravam no segundo semestre, mas estamos tentando executar os projetos ao longo do ano. Como as novas lojas levam algum tempo para apresentar resultados se não forem inauguradas até novembro, no máximo, deixamos para o ano seguinte", explica Pestana.

Michel Cutait, diretor da consultoria Make it Work, lembra que na virada de 2008 para 2009 houve um adiamento de projetos de novos shoppings por causa do cenário de crise. No entanto, o setor voltou a deslanchar no ano passado, com os bons níveis de emprego e renda da população impulsionando as vendas dos lojistas.

O bom momento do varejo ainda reduziu a vacância dos espaços para locação nos shoppings a índices em torno de 2%, uma baixa recorde, o que fomentou os investimentos em novos projetos. / C.B. e V.S.

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