INCC-M acelerou apenas na cidade de São Paulo

A cidade de São Paulo foi a única das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) a apresentar aceleração da alta de preços na inflação medida pelo Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M). Na capital paulista, o indicador saiu de uma variação positiva de 0,16% em agosto para um avanço de 0,23% na leitura de setembro, divulgada nesta terça-feira.

WLADIMIR D'ANDRADE, Agencia Estado

25 de setembro de 2012 | 08h50

No geral, no mesmo período, o INCC-M desacelerou de 0,32% para 0,21%. Todas as outras seis capitais analisadas apresentaram desaceleração da alta de preços, com destaque para Porto Alegre, onde o índice passou de 1,15% em agosto para 0,10% em setembro.

Nas demais capitais, o INCC-M apresentou as seguintes variações: Salvador (de 0,49% para 0,26%); Brasília (de 0,17% para 0,13%); Belo Horizonte (de 0,27% para 0,26%); Recife (de 0,22% para 0,15%) e Rio de Janeiro (de 0,22% para 0,21%).

Dentro do INCC-M, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,42% puxado pelo subgrupo materiais para instalação, que passou de 0,50% em agosto para 1,33% na leitura divulgada nesta terça-feira. Os demais três subgrupos registraram desaceleração da alta de preços - materiais para acabamento (de 0,55% para 0,26%) e equipamentos para transporte de pessoas (de 0,08% para 0,01%) - ou estabilidade - materiais para estrutura (0,31%).

A parcela relativa a Serviços atingiu 0,43% em setembro, com destaque para a aceleração de preços do subgrupo serviços técnicos, cuja variação passou de 0,62% em agosto para 0,82% em setembro. Serviços pessoais saiu de alta de 0,33% para um avanço de 0,25% no período, enquanto aluguéis e taxas passaram de 0,09% para 0,26% na mesma base de comparação.

O grupo Mão de Obra não variou na passagem de agosto para setembro (0%) já que nenhuma das sete capitais pesquisadas tem a data-base para reajuste salarial neste período. Ainda segundo a FGV, a desaceleração - o índice de Mão de Obra estava em 0,28% em agosto - foi consequência do fim do impacto do reajuste salarial ocorrido em Porto Alegre.

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