Incentivo a carro elétrico pode sair na semana que vem

Primeira etapa da medida reduziria o IPI sobre esse tipo de veículo, hoje quase o dobro do carro movido a gasolina

Bernardo Caram, da Agência Estado,

25 de fevereiro de 2014 | 18h28

BRASÍLIA - O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, afirmou nesta terça-feira, 25, ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que medidas de incentivo à importação, comercialização e produção de carros híbridos e elétricos serão anunciadas pelo governo depois do feriado de carnaval.

Segundo Moan, a proposta feita pela Anfavea prevê um procedimento de três etapas. Na primeira delas, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre esse tipo de veículo seria reduzido. Hoje, um carro elétrico paga 25% desse tributo, quase o dobro do que é aplicado a um carro médio movido a gasolina.

A segunda etapa, que teria um prazo de três anos, diz respeito à nacionalização de componentes de veículos dessa categoria. O último ponto, com mais dois anos para ser cumprido, seria a fabricação de carros híbridos e elétricos no Brasil. "A negociação está adiantada, agora é uma decisão por parte do governo", afirmou Moan, que participou nesta terça de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado sobre os preços de carros no Brasil.

De acordo com o presidente da Anfavea, um programa de incentivo à renovação de frota de caminhões deve ser editado pelo governo ainda no primeiro trimestre deste ano. Empresas do setor sugeriram a criação de linhas de crédito para esse fim, um pagamento de bônus para quem fizer a troca, além da reciclagem da frota defasada. Segundo Moan, o País tem hoje cerca de 250 mil caminhões com mais de 30 anos de uso.

O presidente da associação também falou sobre as negociações para a implantação do Programa Exportar-Auto, que facilitaria a exportação de veículos produzidos no Brasil. "O Exportar-Auto não deve ser lançado como um pacote fechado, mas como uma série de medidas. Sua somatória formará o programa", disse. Segundo Luiz Moan, a Anfavea não pediu desoneração tributária nesse pacote, mas medidas como facilitação ao comércio exterior e elaboração de acordos de comércio internacional.

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