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''''Incerteza'''' motivou queda forte do juro, diz Bernanke

Segundo o presidente do Fed, instituição quis limitar impacto da crise de crédito na economia; ele alerta que combate à inflação continua prioritário

O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2021 | 00h00

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, disse ontem que a redução de 0,5 ponto porcentual na taxa básica de juros - para 4,75% ao ano - teve uma função preventiva. Na avaliação dele, há "incerteza" sobre as perspectivas econômicas dos Estados Unidos e, por isso, o corte teve o objetivo de "sair à frente" de qualquer possibilidade de efeitos econômicos ruins a partir da crise no mercado de crédito. Na terça-feira, o Fed surpreendeu o mercado financeiro ao diminuir o juro básico em 0,5 ponto. A maioria dos analistas esperava uma redução de 0,25 ponto. Bernanke e o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, depuseram ontem no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados. O presidente do Fed disse que a instituição continuará a monitorar os acontecimentos do mercado e ajustará sua política como for necessário para atingir seus objetivos de estabilidade dos preços e máximo emprego sustentável. "Continuaremos prestando forte atenção à taxa de inflação", afirmou. "Nós certamente asseguraremos que isso (o aumento da pressão sobre os preços) não aconteça."Bernanke alertou que, com "os preços dos imóveis ainda frágeis" e vários tomadores de empréstimos enfrentando os primeiros reajustes dos juros de suas hipotecas pós-fixadas, "a inadimplência e as execuções nesse tipo de hipotecas devem aumentar ainda mais". Segundo ele, tradicionalmente, cerca de metade dos proprietários de imóveis que recebem uma notificação de execução é desalojada de suas residências. No entanto, "essa proporção pode se revelar maior nos próximos trimestres, porque a proporção de tomadores de empréstimos subprime (de maior risco,) que têm condições financeiras mais fracas do que os tomadores de empréstimos prime, é maior".PAULSON OTIMISTAO secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, disse que, embora o processo de ajuste do risco dos mercados financeiros possa provocar alguma "penalidade modesta" na economia, os EUA e os fundamentos globais permanecem sólidos. "A economia estava em sólida condição antes do início do recente período de volatilidade e, apesar de alguns setores, como o imobiliário, estarem em transição, os fundamentos gerais da economia permanecem sólidos." Paulson elogiou as ações recentes que o Fed tomou para ampliar a liquidez dos mercados e limitar os efeitos dos problemas no crédito e no setor imobiliário no restante da economia.

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