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Incertezas com pré-sal e exterior ruim derrubam Petrobrás

Queda reflete as incertezas sobre regras do pré-sal e a proposta de lançamento de ações da empresa

Olívia Bulla e Sueli Campo, da Agência Estado,

31 de agosto de 2009 | 12h15

As ações da Petrobrás caem mais de 4% na manhã desta segunda-feira, 31. Como têm forte participação no Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa -, a queda da Bovespa chega a 1,97%, às 12h13.

 

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Segundo analistas, a desvalorização acentuada dos papéis da Petrobrás reflete as incertezas dos investidores quanto ao anúncio do marco regulatório (regras) do pré-sal, previsto para hoje à tarde, e também o comunicado da estatal divulgado há pouco ao mercado, confirmando que há uma proposta da União para subscrever (lançar) ações da Petrobrás.

 

Segundo um analista, os temores do mercado quanto ao marco regulatório do pré-sal estão concentrados no porcentual que a Petrobrás terá como operadora dos campos da camada e, principalmente, quanto a capitalização, que deve contar com uma maior participação acionária da União. "São pontos negativos para o papel no curto prazo", avalia a fonte.

 

"Há muito mais incertezas do que fatos para comentar", disse um operador. Desde o fim da semana passada, as ações da petrolífera vinham sendo pressionados pela notícia de uma eventual capitalização por parte do governo. E hoje, a queda do preço do petróleo associada ao mau humor externo forçou a queda das ações da empresa. Às 12h30, as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) estavam em queda de 4,12% e as ordinárias (ON, com direito a voto) despencavam 5,29%.

 

Esta manhã, a Petrobrás, em fato relevante, informou que a capitalização seguirá a Lei das S.A e que será observado o direito de preferência dos acionistas. O documento não traz detalhes sobre o valor da subscrição (lançamento de ações). A estatal também disse que, na proposta, encontra-se a introdução de um novo regime de contratação, o de "Partilha de Produção". A Petrobrás informou ainda que será a operadora de todos os blocos explorados sob este regime e que a União poderá contratar exclusivamente a estatal ou realizar licitações com livre participação das empresas.

 

A avaliação de alguns analistas é que os papéis da Petrobrás devem ser manter pressionados por um bom tempo. Segundo o relatório da Ativa Corretora, a discussão está no início e poderá se estender "para boa parte de 2010". "As conclusões sobre o que for apresentado hoje podem sofrer mudanças relevantes diante das alterações que poderão ser feitas ao longo da tramitação no Congresso", conclui.

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