Incertezas fazem Celesio sair do País

A Celesio, uma das maiores distribuidoras mundiais de medicamentos, anunciou na semana passada que colocou à venda suas operações no Brasil. A empresa de origem alemã controla, no País, a Panpharma, que detém 15% de participação no mercado nacional. O Itaú BBA foi contratado pela companhia para procurar possíveis interessados no negócio, segundo fontes familiarizadas com o assunto.

O Estado de S.Paulo

04 Maio 2015 | 02h02

A empresa, que tem entre seus maiores acionistas a americana McKesson, faturou 1,68 bilhão no Brasil em 2014. No anúncio oficial, divulgado semana passada, a companhia afirmou que a decisão de deixar o País se devia ao fato de o grupo querer focar seus negócios no mercado europeu.

No entanto, o Estado apurou que as incertezas macroeconômicas no mercado brasileiro e os escândalos de corrupção no País, sobretudo envolvendo a Petrobrás, levaram os americanos da McKesson, maior acionista da Celesio, a tomar a decisão de sair do Brasil e focar em mercados maduros, segundo as mesmas fontes.

"O grupo não está presente na América Latina (fora o Brasil), nem na Ásia, mercados que são considerados grande potencial de expansão. Mas os acionistas são conservadores e não querem se arriscar em regiões que possam trazer instabilidade", disse uma fonte.

Por enquanto, não há nenhum interessado nos negócios da Celesio no Brasil. A companhia entrou no País em 2012, com a compra da Panpharma e, depois, da Oncoprod, voltada a medicamentos de alta complexidade. As vendas da empresa no País caíram 4% em 2014, como reflexo do lento ritmo de reestruturação dos negócios adquiridos e desvalorização de real.

Franquia de educação planeja crescer 21% este ano

Antes de criar uma das maiores redes de ensino profissionalizante do País, o empresário paulista Rogério Gabriel quase quebrou. Até 2004, ele comandou uma rede de lojas de produtos de informática no interior de São Paulo. Quando o negócio estava prestes a afundar, percebeu que um serviço despretensioso, oferecido aos clientes corporativos, poderia ser sua chance de recomeçar. Os cursinhos de informática para capacitar os funcionários de seus clientes deram origem ao Grupo Prepara, rede de franquias que faturou R$ 290 milhões no ano passado, com 800 escolas espalhadas pelo País.

Alguns de seus concorrentes, como a Microlins, foram vendidos para grandes grupos nos últimos anos. O sr. não pensa em vender o negócio?

Não temos nada contra se associar a alguém. Já fomos sondados por parceiros estratégicos e fundos de investimento, mas, sinceramente, não sei como um investidor vai somar no nosso negócio. Já dividimos os custos da expansão com nossos franqueados e, na gestão, temos parceiros como a Fundação Dom Cabral, que nos presta consultoria, e a Endeavor (instituto que apoia empreendedores de alto impacto).

Com as classes B e C enxugando gastos, quais são suas perspectivas para este ano?

Apesar da conjuntura econômica mais desafiadora, estamos otimistas e pretendemos crescer 21% até o fim do ano. Essa expansão é resultado de um planejamento feito justamente para enfrentar o período de crise. Uma de nossas apostas é a rede Ensina Mais, de reforço escolar em Português, Matemática e Inglês. Criamos essa franquia há três anos e já contamos com 200 escolas. Agora, estamos oferecendo um modelo mais enxuto para os franqueados, em que o professor poderá até atender o aluno em casa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.