Incertezas nos EUA continuam; mercado oscila

Durou pouco o entusiasmo inicial dos investidores com o resultado muito abaixo do esperado da criação de vagas nos EUA (payroll) em maio. O Departamento do Trabalho dos EUA informou que foram criadas apenas 75 mil vagas na economia em maio, bem abaixo da mediana das previsões, que apontavam a criação de 180 mil vagas. Paralelamente, as vagas criadas em abril e março foram revisadas em baixa, acentuando a leitura de um eventual cenário de desaquecimento econômico.Inicialmente, o dado foi bem recebido pelos investidores, já que um sinal de economia aquecida poderia provocar risco para a inflação e, com isso, os juros norte-americanos poderiam subir mais, prejudicando a economia de todos os países. Por outro lado, se a economia dos Estados Unidos começa a desaquecer, sofre o comércio externo de vários países, pois o mercado norte-americano é grande consumidor.Ou seja, economia desaquecida significa menor lucro para as empresas. Nos Estados Unidos, depois de breve abertura em alta, as bolsas caíram e levaram junto as bolsas européias e o mercado de títulos da dívida de países emergentes. Por volta das 14h, o índice Dow Jones - que mede o desempenho das ações norte-americanas caía 0,40% e a Nasdaq - bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e Internet - recuava 0,45%.No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanhou o cenário externo e recuava 0,28%, por volta das 13h40, com giro financeiro de R$ 1,55 bilhão, projetando para o final do dia R$ 3 bilhões. O dólar manteve-se em forte oscilação, de 3,52%, entre a mínima de R$ 2,2140 (-1,69% no pregão da BM&F) e a máxima de R$ 2,292 (+1,73% no balcão). PetróleoO preço do petróleo subiu forte com a indicação do Irã de que não pretende negociar com os EUA, caso exijam que o país tenha de abandonar seu programa de energia nuclear. Informações relacionadas a problemas em uma refinaria da Shell na Nigéria também sustentaram o preço do produto. Às 14h12, o contrato de petróleo com vencimento em julho subia 2% para US$ 71,80 o barril.Ontem, a Organização dos Países exportadores de Petróleo (Opep), que já está extraindo óleo perto da capacidade máxima, decidiu manter a produção inalterada, rejeitando a proposta do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de estimular uma alta de preços com um corte de produção. O ministro do Petróleo do Qatar, Abdullah al-Attiyah, comunicou a decisão a jornalistas, depois que os ministros da Opep chegaram a um acordo informal para não alterar o nível de extração do óleo cru.

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