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Incertezas nos EUA elevam dólar e fazem juros futuros subirem

Cenário:

MÁRCIO RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2013 | 02h06

O mercado global de moedas teve mais um dia em que o dólar ganhou corpo ante a maioria das divisas. O movimento, iniciado na quinta-feira, quando o presidente do Federal Reserve da Filadélfia, Charles Plosser, defendeu a redução dos estímulos da instituição à economia dos Estados Unidos já no próximo encontro de política monetária, também fez com que as taxas dos contratos futuros de juros, sobretudo os com prazos mais longos, tivessem forte alta, em meio à saída de investidores estrangeiros. Mesmo porque, a valorização do dólar pode dificultar ainda mais a tarefa do Banco Central de conter a inflação corrente no Brasil. Esse cenário deu origem a movimentos técnicos que incrementaram a alta dos juros futuros, em linha com o avanço das taxas dos Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA). Neste cenário, o contrato futuro de juros com vencimento em julho de 2013 subiu para 7,47%, ante 7,45% da quinta-feira. Já a taxa do vencimento de janeiro de 2021 alcançou 9,59%, ante 9,47%.

Vale lembrar que as palavras de Plosser se deram na esteira de uma série de indicadores positivos do mercado de trabalho norte-americano, que é um dos gatilhos usados pelo Fed para definir sua política de estímulos. Além disso, a possibilidade aventada pelo membro do BC dos EUA surge quando outras autoridades monetárias aumentaram os estímulos, o que pode indicar que a economia norte-americana crescerá mais do que a dos demais países desenvolvidos, ajudando a puxar o dólar. Ontem, o presidente do BC norte-americano, Ben Bernanke, não fez referências diretas à política monetária, mas disse que observa crescimento excessivo do crédito e da alavancagem. Na avaliação de alguns profissionais do mercado, isso pode indicar que os incentivos à economia podem ser reduzidos em algum momento ainda este ano.

O dólar superou 101 ienes e o euro voltou para o patamar de US$ 1,29 ontem. A moeda norte-americana subiu 0,70% em relação ao real no mercado à vista de balcão, a R$ 2,0270, em linha com a valorização do dólar ante as demais divisas relacionadas a commodities.

Já as bolsas norte-americanas, depois de uma sessão volátil, se firmaram em alta no fim do dia e terminaram nas máximas. O Dow Jones avançou 0,24%, aos 15.118,49 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,43%, aos 1.633,70 pontos - ambos em nível recorde. O Nasdaq registrou alta de 0,80%, aos 3.436,58 pontos, maior patamar desde novembro de 2000. A Bovespa, porém, não seguiu a melhora externa e caiu 0,61%, aos 55.107,80 pontos. Em meio a um giro fraco de negócios, as ações de primeira linha Vale e Petrobrás conduziram as perdas do Ibovespa, que voltou a ter uma semana negativa, com baixa acumulada de 0,69%.

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