DANIEL TEIXEIRA/ ESTADÃO
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'Incertezas políticas atrapalham oportunidades de negócios', avalia representante de incorporadoras

Luiz França, presidente da Abrainc, disse que o Brasil está melhor do que nos últimos anos, mas aletrou que é necessário preservar o FGTS

Circe Bonatelli e Cynthia Decloedt, O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2018 | 12h00

O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, afirmou que o grau elevado de incertezas políticas tem impedido a indústria da construção de capturar oportunidades de negócios, mas que o setor será capaz de retomar os investimentos quando essas incertezas se dissiparem.

"As oportunidades são visíveis a olho nu, especialmente nas grandes cidades, mas elas não podem ser aproveitadas em função das incertezas que só serão removidas daqui algumas semanas", comentou, referindo-se ao processo eleitoral. "Removida a incerteza política, o setor da construção será capaz de retomar investimentos", salientou, em discurso de abertura de evento organizado pela Abrainc com empresários, nesta sexta-feira, 14.

França avaliou que o Brasil está melhor do que nos últimos anos, graças a medidas como a reforma trabalhista e a imposição de um teto para a evolução dos gastos públicos. Ele alertou que é necessário preservar o FGTS, que é fonte de recursos para financiar a compra e a construção de imóveis para a população de média e baixa renda, como as unidades dentro do programa Minha Casa Minha Vida.

"O FGTS é decisivo para se combater o déficit de moradias populares. Preservar o papel do fundo e suas prioridades, sem desviar recursos para outras áreas, é fundamental", enfatizou.

O presidente da Abrainc elogiou a criação das Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs), que, na sua avaliação, serão capazes de atrair mais investimentos para abastecer o setor. 

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'Nosso cenário para ano que vem é de crescimento', diz presidente do Bradesco

Octavio de Lazari Junior não cravou a projeção do banco para a expansão do Produto Interno Bruto em 2019, mas disse que se trata de um nível sustentável, em torno de 2%

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2018 | 11h46

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, afirmou nesta sexta-feira, 14, que a projeção do banco é de crescimento para a economia brasileira em 2019, apesar do cenário de incertezas diante das eleições presidenciais.

"Nosso cenário para ano que vem é de crescimento. Apesar do cenário preocupante, o País ainda é capaz de gerar riqueza", disse, em debate durante evento organizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em São Paulo.

O executivo não cravou a projeção do banco para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, mas disse que não se trata de um patamar elevado, e sim de um nível sustentável, como em torno de 2%.

Lazari disse ainda que a agenda do governo federal para 2019 já está dada e que acredita que há consistência dos principais presidenciáveis sobre temas importantes ao País, como o ajuste fiscal e a simplificação tributária

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'Não devemos nos surpreender com a alta do dólar', diz presidente do BNDES

Dyogo Oliveira avalia que alta da moeda norte-americana é comum em processos pré-eleitorais

Cynthia Decloedt e Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2018 | 11h24

A alta para perto de R$ 4,20 do dólar na quinta-feira, 13, não deve ser tomada com surpresa, já que esse é um evento recorrente nos processos pré-eleitorais, disse o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo de Oliveira, na abertura do Fórum Brasileiro das Incorporadoras, promovido pela Abrainc, em São Paulo.

"Se atualizarmos o câmbio de 2002, daria a mais de R$ 8,00 (considerando a inflação do período). O que estamos assistindo é 50% do nível de estresse de 15 anos atrás e isso mede a evolução que tivemos enquanto economia e País", afirmou, nesta sexta-feira, 14.

De acordo com ele, o comportamento não é minimamente comparável com o que o País viveu nas últimas cinco décadas, "em que a economia tinha dependência de uma ou duas commodities agrícolas, para uma economia ainda de commodities mas diversificada".

Dyogo Oliveira afirmou que o Brasil convive com equilíbrio da balança, reservas internacionais, inflação controlada e um regime institucional sólido.

"O impacto da eleição nas nossas vidas e decisões econômicas é menor, porque já avançamos em várias pautas, o que fará com que nenhum dos candidatos ande para trás em pautas já consolidadas", previu.

Segundo ele, qualquer que seja o presidente eleito, haverá continuidade nos grandes avanços obtidos, embora "cada um deva colocar seu encaminhamento, o que pode ter mais ou menos impacto no crescimento".

Presidente do BNDES prevê crescimento de 3% nos próximos anos

O presidente do banco de fomento previu crescimento de 3% ao ano da economia brasileira nos próximos anos, “sem problemas”. “Mas precisamos fazer a reforma da Previdência”, acrescentou.

Dyogo Oliveira comentou ainda sobre a importância do setor imobiliário e de construção para o crescimento do País, lembrando que a construção residencial responde por 25% dos investimentos e que, somado à infraestrutura, alcança os 50%. “A saída para o País é o investimento. Portanto, é a construção que terá de andar. A saída para o Brasil é o crescimento do mercado imobiliário, da construção e da infraestrutura e qualquer um que assuma vai buscar esse caminho.”

Ele observou que, se a taxa de juros permanecer no atual nível por dois anos, os R$ 6 trilhões de recursos que estão “parados” em fundos de renda fixa, reservas dos fundos de pensão e das seguradoras e nos family offices (grupos de investimento) podem irrigar o setor.

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Caixa reduz juros para compra de imóveis de até R$ 1,5 milhão para 8,75% ao ano

Banco anunciou redução de 0,75 ponto porcentual nas taxas de juros do crédito imobiliário para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI); Caixa terá serviço de avaliação de imóveis

Cynthia Decloedt e Circe Bonatteli, O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2018 | 11h11

O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Nelson Antonio de Souza, disse nesta sexta-feira, 14, que o banco vai reduzir a partir do dia 24 de setembro a taxa para empréstimos para aquisição de imóveis de até R$ 1,5 milhão, enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). De acordo com ele, a taxa cobrada passará de 9,5% ao ano para 8,75% ao ano. O anúncio foi feito durante o Fórum Brasileiro das Incorporadoras realizado pela Abrainc em São Paulo.

Segundo Souza, a redução antecipa as condições da Resolução nº 4.676/18 do Conselho Monetário Nacional(CMN), do final de julho.

Em agosto, o banco reduziu a taxa de juros do crédito imobiliário em 0,5 ponto porcentual em operações com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Além disso, reduziu de 9% ao ano para 8,75% ao ano a taxa para imóveis no Sistema Financeiro de Habitação (SFH, para imóveis residenciais de até R$ 800 mil em todo o País, exceto Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde o limite é de R$ 950 mil).

Ao final de sua fala, Souza convidou os bancos privados a seguirem a iniciativa da Caixa, tendo sentado ao seu lado o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior.

Caixa vai oferecer serviço de avaliação de imóveis

Nelson de Souza informou ainda que a partir de novembro o banco público vai oferecer serviço de avaliação de imóveis para clientes que não estejam necessariamente se comprometendo com um financiamento com a instituição, o que deve ser uma nova fonte de receita para o banco.

As tarifas do novo serviço, chamado de Caixa Avalia, partirão de R$ 1 mil e não têm um teto, dependendo da metragem e outras variantes relacionadas ao imóvel em questão. De acordo com Souza, a iniciativa atende a uma demanda dos clientes do banco. As avaliações poderão ser acessadas e contratadas na plataforma digital do banco.

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