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Incertezas sobre Argentina influenciam mercados

As incertezas dos investidores em relação às condições de troca da dívida argentina de curto prazo por papéis com vencimento mais longo junto aos bancos reacenderam as condições de instabilidade no mercado financeiro nessa quarta-feira. As taxas de juros subiram com força. No início da tarde, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagavam juros de 22,050% ao ano, frente a 21,400% ao ano registrados na segunda-feira. O dólar registrou alta durante toda manhã e há pouco estava cotado a R$ 2,2290 na ponta de venda dos negócios - alta de 1,27% em relação aos últimos negócios de segunda-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registra queda de 0,60%. O ministro da Economia, Domingo Cavallo, já havia afirmado no início da semana que a operação seria realizada em três ou quatro semanas. A reação negativa dos investidores à demora surgiu nos mercados hoje, impulsionada também pela desaprovação dos argentinos, principalmente dos jornais, às medidas fiscais de aumento de impostos. Diante desse cenário, os investidores devem continuar em clima de pessimismo com a expectativa da divulgação da arrecadação de abril, que, segundo as previsões, pode cair 6% ante mesmo período do ano passado. O resultado deve pesar ainda mais no saldo negativo das contas do governo.

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