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Inclusão financeira é desafio do Banco Central, diz Tombini

'Tivemos aprofundamentos dos mercados, em especial de crédito, e precisamos avançar nessa direção. Este é um desafio de curto prazo', destacou

CÉLIA FROUFE, O Estado de S. Paulo

30 de março de 2015 | 18h41

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sublinhou, durante discurso em comemoração dos 50 anos da instituição, os próximos dois desafios para a entidade: consolidar o processo de inclusão financeira no País e regular uma indústria que está cada vez mais misturada entre agentes financeiros e não financeiros. "Tivemos aprofundamentos dos mercados, em especial de crédito, e precisamos avançar nessa direção. Este é um desafio de curto prazo e já estamos trabalhando nele", disse o presidente sobre a inclusão financeira.

O outro desafio, conforme Tombini, é mais estrutural e diz respeito a todos os reguladores e supervisores: a interseção do sistema financeiro com as novas tecnologias. "Cada vez mais se torna menos nítida a diferenciação entre um agente financeiro e um não participante do mercado. Cada vez mais temos novos atores entrando em áreas como sistema de pagamentos e extensão de crédito. Esse é um desafio para todos os reguladores e certamente para nós. Como regular essa nova indústria?", questionou.

Para Tombini, esse novo quadro não só derruba as barreiras entre instituições financeiras e não financeiras como torna também as jurisdições nacionais e internacionais cada vez menos nítidas. "Precisamos estar preparados para essas novas tecnologias, para acompanhar o processo de regulação. Já estamos fazendo isso com a lei de arranjos de pagamentos. Estamos nesse processo ainda arranhando a superfície", considerou, acrescentando, no entanto, que este é um processo que vai dominar os próximos anos.

Ainda durante discurso no evento de comemoração dos 50 anos do BC, o presidente lembrou que nos últimos anos a instituição criou o Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), muito semelhante ao Copom. Ele prevê uma reflexão sobre os principais riscos à estabilidade financeira sob diferentes óticas. "É um exercício abrangente, que leva em conta o cenário internacional e as implicações para o nosso sistema."

Tombini mencionou também a adoção do arcabouço Basileia III, que busca apreender as lições da crise: ter mais capital, com mais qualidade, e cuidar de questões como alavancagem e regulação bancária, especialmente entre fronteiras. "Assim como toda história recente do BC, os últimos 15 anos foram repletos de desafios e realizações, que foram superados sob a condução dos presidentes Arminio Fraga, Henrique Meirelles e a atual diretoria colegiada, da qual faço parte", pontuou. "Com trabalho árduo e dedicação de todos, soubemos superar esses desafios e construir uma instituição de excelência e respeitada nacional e internacionalmente."

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