Inclusão no SCPC deve crescer 5% em 2012

A inclusão de novos inadimplentes deve crescer 5% em 2012 sobre 2011, após uma alta de 22% no ano passado em relação a 2010, de acordo com previsão da Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Já o cancelamento de inadimplentes que renegociaram suas dívidas, que subiu 18% no ano passado, deve crescer 8% este ano.

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

27 de setembro de 2012 | 15h05

"O crescimento dos índices será menor, primeiro porque a base é maior e, ainda, por outros fatores, como a melhoria do mercado de trabalho e a queda na taxa de juros", disse Flávio Calife, economista da Boa Vista. "O cenário, portanto, é de desaceleração", completou.

Segundo o economista, a previsão da Boa Vista para o índice de inadimplência, medido pelo Banco Central, aponta para um indicador em 7,4% ao final de 2012, ante 7,9% atualmente. O índice do BC mostra a fatia das dívidas com mais de 90 dias que não foram saldadas, o que a instituição financeira considera inadimplência.

Essa queda deve se acentuar no último trimestre, segundo a Boa Vista, principalmente em dezembro, quando o consumidor aproveita o décimo terceiro salário para saldar suas dívidas e retomar o crédito. "Com certeza haverá um esforço pela resolução da inadimplência de maneira mais incisiva no último trimestre", disse o presidente da Boa Vista, Dorival Dourado.

Segundo ele, a alta na inadimplência ainda é puxada pelos créditos destinados a aquisições de veículos, o direto ao consumidor (CDC), o consignado e ainda o rotativo para cartões de crédito. Na avaliação de Dourado, a oferta de crédito no País ainda não é flexível e personalizada de acordo com o consumidor, situação que só deve ser resolvida com a implantação do cadastro positivo.

"O mecanismo atual do mercado não permite inclusão adequada, o que faz com que as melhores ofertas sejam sempre ao mesmo grupo", disse. "Enquanto a oferta de crédito para o chamado cliente bom subiu 35%, ao novo cliente essa alta foi de apenas 10%; e para esse novo cliente há um risco de concessão que corresponde a 33% do spread cobrado", concluiu Dorado.

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