Incorporação da EPTE pela CTEEP deve ser concluída este ano

Os estudos para a incorporação da Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica (EPTE) pela Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), conforme fato relevante publicado ontem pelas companhias, deverão ser concluídos até o fim do ano. Segundo a diretora Financeira e de Relações com Investidores da CTEEP, Sandra Piccardi, os conselhos administrativos das duas empresas se encontraram na última segunda-feira porque a ata da reunião do Programa Estadual de Desestatização (PED), que aprovou a incorporação, só foi publicada na semana passada. A executiva informou que o cronograma dos trabalhos ainda não está definido. "Mas concentraremos esforços para que a nova empresa seja formada ainda este ano", adiantou. Ela disse não saber a razão pela qual as ações ordinárias da CTEEP terem sido reajustadas em 71,15% na Bovespa apenas este ano, enquanto as preferenciais subiram 26,07%. "É um movimento de mercado. Não há nenhum fato que justifique", disse, sugerindo, porém, que talvez os agentes possam estar acreditando que a empresa fará recompra de ações. Indagada se o fato de a alta dos papéis não ocorrer por causa de um futuro ingresso da companhia no novo mercado da Bovespa, a diretora da CTEEP afirmou que, por enquanto, nada está definido. "Mas, no futuro, após a formação da nova empresa, pode ser que ela seja listada no novo mercado, como ocorrerá com a Nossa Caixa. Mas, neste momento, não faz o menor sentido colocar as duas transmissoras no novo mercado." A diretora reiterou que a formação da nova empresa foi proposta com o objetivo de aproveitar a sinergia existente dentro das duas empresas atuais. "Quando a CTEEP foi criada, em abril de 1999, com a separação da Cesp, a empresa carregou os 49% das ações ordinárias que haviam sido compradas com a separação das áreas de transmissão da Eletropaulo. Desde aquela época já havia uma percepção de que as empresas eram complementares", justificou. Na avaliação da executiva, a incorporação será boa para as duas empresas, para os acionistas e para o Estado. Sobre a futura troca de ações, Sandra disse que dependerá da avaliação econômica das companhias. "Há várias metodologias para a análise de consistência. Vamos primeiro definir qual será aplicada e, posteriormente, com os resultados em mãos, definimos a relação de troca de ações."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.