Incorporador vê investidor ‘arredio e desconfiado’

 Mercado especulativo no segmento residencial não é expressivo

Heraldo Vaz, ESPECIAL PARA O ESTADO,

29 de maio de 2014 | 10h44

SÃO PAULO - O vice-presidente executivo da Stan Desenvolvimento Imobiliário, Stefan Neuding Neto, afirma que hoje o mercado está mais para o "cliente comprador", o usuário final do imóvel. "O investidor está arredio, desconfiado e mais seletivo", diz.

Na semana passada, a Stan lançou a segunda fase do complexo Habitarte, no Brooklin. A terceira etapa está prevista para o próximo semestre, quando deverão ser lançados mais dois projetos, um deles em Moema.

Há dois tipos de investidor: um adquire o imóvel para alugar, enquanto o outro compra na planta para vender quando está pronto, e ganha com a valorização do produto, afirma o diretor da Embraesp, Luiz Paulo Pompéia. "Este é o maior número que tem atuado no mercado."

Pompéia concorda que o boom de produção, de 2010 a 2011, está sendo entregue agora, com boa parte nas mãos de investidores, e pode pressionar os preços. "E tem mais um porém", ressalta. "O investidor pode até decidir lucrar menos."

Segundo ele, quando o incorporador está lançando um apartamento por R$ 500 mil reais, por exemplo, "um investidor pode vender a 450 mil". Neste caso, o investidor vira concorrente. "Ele pode abaixar, mas as empresas não. Se lançou naquele preço, vai ter de manter."

O professor João da Rocha Lima Jr, da Poli-USP, diz que o mercado especulativo no segmento residencial não é expressivo. "Só ganha peso em momentos particulares." Segundo ele, em 2011, "havia nitidamente especulação, mas aconteceu durante quatro ou cinco meses".

A tendência de comprar na planta para vender pronto não é relevante como condutor de mercado, afirma o professor. "O freio relevante é aquele acionado por quem precisa da casa e não tem segurança para comprar por causa da instabilidade do cenário econômico."

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