Incorporadora Brookfield deve fechar o capital

Controlador protocolou ontem uma proposta para comprar as ações dos minoritários e tirar a companhia da Bolsa

O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2014 | 02h41

A controladora da incorporadora imobiliária Brookfield optou por realizar uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) para retirá-la da bolsa de valores, em uma operação que pode movimentar até R$ 429,8 milhões.

O preço máximo a ser pago pela controladora Brookfield Brasil Participações aos minoritários será de R$ 1,60 por ação - prêmio de até 29% sobre o preço de fechamento do papel da companhia no pregão de ontem.

Na quarta-feira, a ação da incorporadora subiu 5,08%, a R$ 1,24 real, com a segunda maior alta entre os papéis que integram a carteira teórica do Ibovespa, que teve valorização de 0,81%. A OPA terá por objeto a totalidade das 268.609.272 ações da Brookfield em circulação no mercado.

A Brookfield vem acumulando uma série de prejuízos nos últimos trimestres, com o cancelamento de projetos e revisão de orçamentos. No terceiro trimestre de 2013, a empresa teve prejuízo de R$ 53,2 milhões.

A empresa convocará Assembleia Geral Extraordinária após a apresentação, pelo conselho de administração, da lista de empresas especializadas para o laudo de avaliação. A empresa não informou as datas das reuniões.

Em 23 de janeiro, reportagem do Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, já havia antecipado sobre especulações em torno do fechamento de capital, que levaram as ações a dispararem mais de 18% no dia. Na época da reportagem, as especulações levavam em conta que o acionista controlador supostamente seria capaz de arcar com a OPA e analistas avaliaram que a medida fazia sentido, já que ajudaria a incorporadora a se reorganizar sob menor pressão do mercado, além de cortar custos associados a governança corporativa, auditoria e relações com investidores. / MARCELLE GUTIERREZ, COM REUTERS

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