Flavio Guarnieri/Fotos aéreas Plano&Plano
Flavio Guarnieri/Fotos aéreas Plano&Plano

Incorporadora líder projeta repetir crescimento

Depois de lançar 4,9 mil unidades em 2018, Plano&Plano planeja oferecer 7,5 mil apartamentos em 2019

Heraldo Vaz, Especial para O Estado

25 de junho de 2019 | 03h00

Após ser vice na edição anterior do Top Imobiliário, a Plano&Plano conquistou o topo do ranking das incorporadoras, com 15 novos empreendimentos que chegaram ao mercado em 2018, totalizando 4,9 mil unidades residenciais. Os registros da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) apontam crescimento de 35% no valor geral de vendas (VGV) dos lançamentos da empresa em comparação a 2017.

“O VGV foi de R$ 860 milhões”, afirma o diretor da Plano&Plano, Rodrigo Uchôa Luna, informando que, em 2018, “100% dos lançamentos” ocorreram na cidade de São Paulo e dentro do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), cujo teto é R$ 240 mil. Agora, ele projeta incremento acima de 50% para 2019, tanto em valor quanto no número de apartamentos. “Vamos lançar 21 empreendimentos, correspondente a 7,5 mil unidades, com VGV de R$ 1,3 bilhão”, diz.

Neste ano, a empresa lançou o Estação Vila Sônia, na zona sul, a segunda fase do Parque do Carmo, na zona leste, e o Plano&Sacomã.

Luna está focado no mercado paulistano, o “maior e mais dinâmico” do Brasil. “Temos tido bons resultados nesses anos difíceis”, comenta, referindo-se à grave crise que assolou o setor. “A cidade de São Paulo tem legislação adequada a empreendimentos econômicos, pois não exige garagens nem áreas mínimas para apartamentos.” O desafio, de acordo com ele, é o mercado extremamente concorrido.

Vendas

Luna diz que, em 2018, sua empresa vendeu 4,7 mil apartamentos, contabilizando R$ 880 milhões, valor 35% maior em relação ao ano anterior. Para 2019, espera repetir o porcentual de crescimento. “A meta é comercializar 7,5 mil unidades, buscando patamar de R$ 1,2 bilhão em VGV.”

A performance comercial do conjunto de lançamentos no Cambuci, segundo Luna, merece destaque. “Já vendemos mais de 900 unidades com preços até R$ 230 mil”, diz ele, referindo-se a dois projetos (o primeiro lançado em 2016), com o total de 1.148 apartamentos.

Em junho do ano passado chegou ao mercado o Plano&Largo do Cambuci, na região central de São Paulo, com preços a partir de R$ 180 mil. São apartamentos de dois dormitórios, de 40 m² e 41 m², em duas torres com 17 pavimentos e em terreno de 3 mil m². O VGV é de R$ 58 milhões.

Ele ressalta a aderência do produto com “forte apelo de mobilidade e infraestrutura” pela sua proximidade do centro de São Paulo. “Oferecemos um produto completo, com as áreas comuns entregues equipadas e decoradas”, descreve, citando também as torres altas com elevador. “Fazemos baixa renda com acabamento de classe média.”

Incertezas

Luna acredita que a retomada do setor depende da reversão de expectativas macroeconômicas. “A articulação política entre o Executivo e o Legislativo não está suficientemente desenvolvida para que a sociedade acredite que as reformas estruturais possam ser realizadas a contento”, analisa. “A persistência do desemprego, a contínua perda de renda das famílias e o adiamento das decisões de investimento são a outra face dessa moeda.”

O cenário atual, segundo Luna, é um pouco melhor do que em junho de 2018, quando ocorreu a edição anterior do Top Imobiliário. “Mas o otimismo com o novo governo se arrefeceu, o que faz com que as expectativas estejam pessimistas para o segundo semestre de 2019”, afirma. Para ele, se o governo preservar o MCMV, especialmente as faixas 2 e 3, o mercado do imóvel econômico “continuará dando sustentação” ao setor imobiliário. “O déficit habitacional e a luta pelo sonho da casa própria nessa faixa é emergencial.”

Executivo diz que MCMV foi essencial para o setor

O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) foi o motor para uma recuperação do mercado na cidade de São Paulo, onde foram lançados 14,4 mil imóveis econômicos no ano passado. “O MCMV foi fundamental para a sobrevivência do setor nessa vasta crise econômica que o país atravessa”, afirma o diretor da Plano & Plano, Rodrigo Luna, destacando a importância do programa para melhoria do emprego na região metropolitana e, principalmente, na oferta de casa própria ao segmento de baixa renda.

“Sem este programa teríamos um colapso social sem precedentes”, acrescenta. Na opinião de Luna, a entrada de concorrentes, como a Vivaz, da Cyrela, e a Fit, da Eztec, duas empresas tradicionais do alto padrão, foi consequência natural dessa oportunidade. “Os novos players precisarão fazer um grande esforço para manterem custos competitivos”, diz ele. “Esse mercado é extremamente sensível ao preço e às condições de financiamento.”

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