Incorporadoras lançam menos no terceiro trimestre

Entre janeiro e setembro, no entanto, companhias registraram alta de 14,5% nos lançamentos e de 23% nas vendas

O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2013 | 02h16

Os lançamentos e vendas das grandes incorporadoras do País recuaram no terceiro trimestre, embora o desempenho das operações ao longo de 2013 ainda seja superior ao de 2012. Os resultados foram impactados por dificuldades das empresas em obter licenças e pela necessidade de venda de estoques. Com isso, boa parte dos novos projetos ficou para os últimos meses do ano, de acordo com empresários e analistas do mercado imobiliário.

Os lançamentos no terceiro trimestre caíram 6,7% na comparação com os mesmos meses do ano passado, segundo levantamento feito pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, com as oito incorporadoras listadas na bolsa que já divulgaram seus dados operacionais prévios (Cyrela, Gafisa, MRV, Tecnisa, Even, Eztec, Direcional e Rodobens).

Dentre as grandes, PDG, Brookfield Incorporações e Rossi só devem divulgar os dados operacionais junto com o balanço do trimestre. Juntas, as oito companhias lançaram empreendimentos com valor geral de vendas (VGV) de R$ 4,207 bilhões no trimestre. O resultado também ficou 6,4% abaixo do patamar do segundo trimestre. As vendas atingiram o montante de R$ 4,504 bilhões.

Com a queda nos lançamentos, as vendas também foram afetadas, uma vez que a comercialização de unidades recém-lançadas respondem por cerca de metade dos negócios das incorporadoras. O recuo nas vendas foi de 9,5% ante o terceiro trimestre de 2012 e de 18,4% ante o segundo trimestre.

Já no acumulado dos três primeiros trimestres de 2013, os lançamentos das oito companhias totalizaram R$ 12,721 bilhões, superando em 14,5% o registrado no mesmo período de 2012. As vendas foram de R$ 15,030 bilhões, alta de 23,0%.

Justificativa. A queda nos lançamentos no terceiro trimestre pode ser explicada, em parte, pelo fato de que algumas incorporadoras em processo de recuperação não contavam com terrenos e projetos já aprovados, prontos para entrar no mercado.

"Essas empresas evitaram queimar caixa com compra de terrenos nos últimos trimestres e não tinham muitos projetos prontos pare lançar", afirmou Luiz Maurício Garcia, analista de construção da Bradesco Corretora.

Outras incorporadoras, como a Gafisa, tiveram problemas pontuais para obter licenças para seus empreendimentos. /CIRCE BONATELLI

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