Independência do BC exige amadurecimento, desataca Fraga

A independência do Banco Central foi defendida com cautela pelo ex-presidente da instituição, Armínio Fraga. Segundo ele, é "essencial" prosseguir no esforço de independência do BC "mas isso não deve ocorrer numa panacéia, mas em ambiente de amadurecimento no qual esteja claro o que o banco deve ou não deve fazer". Fraga disse que o Brasil está se aproximando deste ponto de amadurecimento, mas ressaltou que "a história da região inspira um certo cuidado. Acho que já estamos lá (amadurecidos), mas o Congresso saberá decidir na hora certa", afirmou. Ele ressaltou a importância do investimento em crédito no País. Segundo Fraga, um país emergente no momento em que mais precisa de crédito, se é num cenário de crise ou de choque, se é num cenário interno ou externo, não o tem por desconfiança de investidores. Ele considerou que o novo governo percebe a importância dos investimentos em crédito, "e os resultados já são extraordinários e serão ainda melhores", disse. O ex-presidente do BC lembrou que o Brasil teve que conviver com fuga de capitais durante o segundo semestre do ano passado, quando houve crise de confiança por parte de investidores devido à indefinição dos rumos de política econômica. Porém, Fraga considera que o investidor entenderá mais cedo ou mais tarde que o Brasil "é um país normal, que tem choques sim, mas que não vai adotar padrões de comportamento exótico". Ele participou hoje do Seminário "Política Monetária: Choques e Eficácia", que se realiza hoje no Banco Central.

Agencia Estado,

11 Julho 2003 | 18h26

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